domingo, 24 de janeiro de 2010

CD Coletânea

Olá Bluseiros e Bluseiras,

Para quem não sabe, nós temos a Máfia da Mortadela, que é uma união das Bandas de Blues, com o objetivo de divulgar o Blues Nacional.

Então, pensando em uma boa maneira de iniciarmos um trabalho bacana em 2010, estamos com um projeto de um CD de Blues em português. A idéia principal é selecionar 10 bandas ou artistas, com um blues em português própria ou com uma música instrumental, com nome em português também próprio.

Portanto, este trabalho será uma coletânea, onde todos os custos serão divididos, os CDs prensados serão divididos em partes iguais entre as Bandas.

A banda entregará uma música com letra própria em português ou uma música instrumental, gravada e masterizada com qualidade profissiona, até 15-02-2010.

O valor dos custos da prensagem, da arte e outros, deve ser pagos junto com a entrega da música. Não temos o objetivo de lucrar com este projeto, por este motivo, todos os valores gastos serão abertos para todos. Porém a única coisa que queremos é a qualidade do trabalho.

Já contamos com a participação de algumas bandas:

- Brisa(SP)
- Marafa Blues(SP)
- Bimbolls Brothers(SP)
- Blues on the Table (SP)
- Have Mercy (SP)
- Banndana Blues(RJ)
- Myga(SP)
- Fabio Levatti e Banda(SP)
- Distintivo Blue(BA)
(Clique nos links acima e veja os vídeos das Bandas)

Link da Comunidade da Máfia da Mortadela no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=32752991



sábado, 16 de janeiro de 2010

Mestres do Slide com Ari Frello

Ari Frello é um blusman de uma qualidade impressionante. Seus slides são nervosos e precisos, sua voz é grave e poderosa e suas letras tem histórias para serem ouvidas e apreciadas.

Este é mais um talento de Santa Cataria, que está disposto a ir onde for necessário para mostrar o seu Blues.

TB: O Blues na sua vida veio depois do Gospel. Como isso aconteceu? Conte um pouco da sua trajetória musica.

AF: "Eu ouço blues dez de criança. Sempre fui apaixonado pelo estilo, pela quantidade intensa de sentimentos que se encontra nos ritmos africanos, e o blues para mim que o melhor de todos.

O Gospel na verdade só fez com que tudo fosse maximizado. A igreja que congregava quando adolescente era bastante tradicional, eles tinham por costume preservar as musicas de séculos atrás para tocar nos cultos, musicas essas que foram trazidas pelos missionários americanos. E na real, é tudo blues meu amigo, ta tudo ali é só pesquisar ou conviver com as pessoas certas como aconteceu comigo. Você pode conferir isso em filmes como Black Snake moan e O Brother, Where Art Thou.

Atualmente estou trazendo tudo isso no meu novo trabalho entitulado de Pra onde eu for, será um EP com 4 musicas. Terá muito slide, harmônica e muito sentimento."

TB: Escutei algumas de suas músicas e suas letras em português são muito boas. Qual é o seu processo de composição?

AF: "Primeiro quando de faz uma musica você precisar querer falar algo pras pessoa, uma opinião, um sentimento, uma idéia positiva. Eu sempre tenho mais de um assunto rodeando a minha mente ai é só esperar vir a melodia que no meu caro sempre é por acaso, ai é criar uma letra em cima daquilo que quero falar. Essa forma de compor eu aprendi a uns 5 anos, sou compositor dez dos 17 anos de idade, mais acho que essa é a forma que deu mais certo até hoje."

TB: O slide é muito presente em suas músicas, sua forma de tocar lembra muito os mestres do Delta. O que te fez usar o slide?

AF: "Eu decidi escolher o slide aos 18 anos por me identificar mais a forma de tocar, principalmente com afinações abertas. E ainda mais pelo lance do Delta mesmo, por ser canções de bons sentimentos e não só de lamento como muitos inicialmente pensam. E para reproduzir um Delta, tem que ser com slide."
TB: Que tipo de afinação você mais utiliza para tocar slide?

AF: "Eu uso duas afinações, uma em D. = 1 D – 2 A - 3 F# - 4 D – 5 A – 6 D, e também uma em G que é em 1 D – 2 B – 3 G – 4 D – 5 G – 6 D, como o grandioso Son House usava. Com um capo traste praticamente se pode tocar em todas as notas usando essas duas afinações."

TB: Você está preparando um CD de Blues. Quais as maiores dificuldades que você encontrou até agora para fazer o CD? Quando você pretende lançar?

AF: "Eu acho que a maior dificuldade para um bluseiro lançar seu primeiro trabalho é a opinião contraria das pessoas, parentes e amigos. Porque difícil toda pessoa do meio mundo sabe que é, já se espera dificuldades comuns. Mas fico feliz que aqui no sul, cada vez mais as pessoas estão procurando a boa musica, creio que isso mudará o senario do Blues em meu estado e nos nossos visinhos também."

TB: Ari, é muito bom receber no Blog um grande talento igual a você. Deixo aqui este espaço para suas considerações finais.

AF: "Eu que agradeço Roberto, Fico muito feliz pela iniciativa sua e de outros parceiros que tem feito de meios de comunicação como a internet, uma forma de levar o blues as pessoas, nos artistas precisamos de apoiadores como você.

E quem quiser conferir mais sobre meu trabalho basta acessar o meu site: http://www.arifrello.com/, lá vocês poderão conferir o andamento do CD no diário de produção, com fotos e vídeos de tudo que acontece no processo de gravação de cada musica. E quem quiser levar o Ari Frello para sua cidade bastar enviar um email para ari.frello@gmail.com ou ligar para 48 99770232.

Grande abraço a todos e viva o Blues."





domingo, 15 de novembro de 2009

Vídeos da Semana

Décio Caetano no Confraria.


Índigo Blues -Trem do Pantanal -Almir Sater

Banda Índigo Blues de Belém do Pará tocando "Trem do Pantanal" de Almir Sater (Paulo Simões e Geraldo Roca) no Programa Café Cultura da TV Cultura do Pará, gravado em 14.12.2007.

Val Fonseca (Gaita), Zé Puget (Violão 12 Cordas), Marcelo Lúcio (Slide Violão Dobro)e Vinícius Leite(Violão).


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

05-11-2009 Super show dos The Hookers

Nos últimos meses, com a lei anti-fumo, que vigora em São Paulo, os bares com música ao vivo tem perdido muitos clientes, que já tinham diminuído muito por conta da Lei Seca. Com isso os shows de blues diminuíram muito.

Mediante a esses fatos, os convites que eu recebia para shows de blues quase se extinguiriam, mas esta semana recebi um flyer para um show em um ateliê e resolvi conferir, afinal a banda The Hoockers é repleta de bluseiros de primeira qualidade.

Como fui direto do trabalho e tinha no porta malas do meu carro meu violão resonetor, arrisquei e levei ele junto para o show. Ao entrar no local, me surpreendi com a decoração, que foge totalmente dos bares convencionais de São Paulo. Isso não é de se estranhar, pois o lugar é um ateliê e não um barzinho, mas o que me cativou foi que o local é repleto de objetos antigos, entre eles sofás, cadeiras poltronas, mesa de jantar e todos os tipos de bancos e móveis, além de objetos diferentes que compõem uma harmonia incrível.

O publico me surpreendeu muito, pois o ateliê estava repleto de pessoas animadas prontas para escutar e dançar o bom e velho blues.

Depois desta descrição do local, devo focar no assunto mais importante da noite, que foi o som maduro e perfeito da banda. Realmente foi um espetáculo que eu estava desacostumado a ver.

A banda é composta por feras, entre elas o meu grande amigo Rodrigo Burin(Guitarrista), que sempre me surpreende com seu solos e bases únicas, o Fernando Rapolli(Bateria), um músico com uma vasta experiência e que toca blues como poucos, Chico Suman(Vocal e Guitarra), tem um dos melhores vocais que já escutei em todos os tempos, além de dominar a guitarra com segurança e a elegância dos grandes mestres de Chicago e por fim o Paulo “Big Blue”(Vocal e Baixo), tem uma voz poderosa e grave além de dar uma aula com as linhas de blues que executa em seu contrabaixo.

O repertório é um dos melhores que já escutei, é repleto de clássicos e contém composições próprias, sendo uma delas a que fui chamado para tocar com meu resonetor. Posso dizer que foi uma experiência incrível, me senti como se estivesse em Chicago.

Esta banda tem grandes diferenciais, como os dois vocalistas que tem características vocais completamente diferentes, as guitarras que seguem melodias diferentes, evitando aquele bolo sonoro e uma cozinha muito bem entrosada.

Mediante aos grandes elogios descritos neste post, digo para vocês, fiquem de olho e ouvidos abertos para esta banda e podem ir sem medo ao próximo show deles na Liège, pois a experiência é única.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Luthieria com Mr Dark Blue Eyes

Mr. Dark Blue Eyes é um pesquisador e um grande amante do Blues, sua paixão o levou a construir réplicas de instrumentos musicais, totalmente rústicos e com materiais reciclados.

TB: Como surgiu a idéia de construir as Cigar Box Guitars e os washboards?

DBE: "Descobri as cigar box guitars e os washboards pesquisando sobre o blues,suas origens e os primeiros instrumentos usados.Como os negros ex-escravos não tinham condições de comprar um instrumento industrializado, eles começaram a adaptar.Caixas de charutos que viravam guitarrinhas,tabua de lavar roupa que virava instrumento de percussão...Fiquei encantado com esses instrumentos,os sons que eles produzem, com a criatividade desse povo, os personagens que criaram e desenvolveram o blues....estou pesquisando,todo dia, há mais de 8 meses, e todo dia conheço um personagem,musico, diferente.(VIVA A INTERNET, O GOOGLE,WIKIPEDIA E O YOUTUBE MINHAS PRINCIPAIS FONTES DE CONSULTAS).Cada personagem,cada história de vida...E o site,criei justamente para difundir aqui no Brasil, as origens do blues e os primeiros instrumentos usados."


TB: Seus instrumentos são construídos com material Reciclado. Qual o motivo para essa escolha?

DBE: "Assim como eles usavam materiais reciclados para a confecção dos instrumentos, adotei a mesma idéia. Eles usavam porque não tinham grana,condições, e tinham q se virar com o que aparecia,eu uso por opção, por ser ecologicamente correto e esteticamente bem interessante,diferente.


O uso de materiais reciclados é parte fundamental do conceito das minhas rustic guitars.Quero manter o mesmo conceito que eles tinham, reciclar e criar com o que tiver à mão.Esse é o legal das cigar box guitars,elas não tem um padrão.Uma caixa de charuto,um cabo de vassoura,um arame e mais algumas pecinhas e os caras iam defender o leitinho das crianças, ou a agua que passarinho não bebe,rs, na esquina movimentada do pedaço...mas eu uso tarracha de guitarra importada e cordas de aço novas,as unicas "peças originais"."

TB: Em linhas gerais, como é o processo de fabricação? Quanto tempo leva para fabricar uma Cigar Box?


DBE: "Bem simples,escolho uma madeira boa,legal,para o braço,corto,passo verniz, faço os furos pras tarrachas e na outra ponta fixo uns suportes para as cordas, corto a caixa de charuto, fixo o braço, ponho a ponte e o capotraste e já é rsrsrrs,levo por volta de umas 3 horas para finalizar uma cigar box acustica,ja as eletricas levam um pouco mais de tempo."

TB: Mr DarkBlueEyes, muito obrigado por participar do Blog, deixo agora este espaço para suas considerações finais.

DBE: "Quero agradecer o espaço, o convite para a reportagem e quero deixar aqui minha sincera homenagem aos meus pais, que me iniciaram no maravilhoso mundo da música e a alguns grandes mestres do blues, na verdade, seus verdadeiros criadores: LEADBELLY, CHARLEY PATTON, SON HOUSE, WILLIE BROWN, TOMMY JOHNSON, BLIND WILLIE JOHNSON, entre outros, nomes que a grande maioria dos amantes do blues desconhece, mas sem esse figuras nem mesmo Robert Johnson teria tido o rumo que teve.

Paz, amor e muito blues...."

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vídeo da Semana

Entrevista com Tiffany Harp Gaitista na Furb TV em Blumenau.


domingo, 20 de setembro de 2009

Mestres das seis cordas com Léo Maier

O Blues brasileiro ainda guarda muitas surpresas boas e uma delas é um guitarrista e vocalista que está levando para Blumenau o bom e velho blues de Chicago.

Léo Maier é um verdadeiro representante de uma das melhores épocas do Blues. Com frases fortes e um vocal poderoso, esse Bluesman mostra o verdadeiro blues em seus shows.

TB: Em que momento da sua vida você decidiu que queria ser guitarrista?

LM: "Faz 10 anos que a guitarra entrou na minha vida. Meu primeiro 'guitar-hero' foi o Slash. Aqueles solos e aqueles riffs me faziam querer tocar cada vez mais e ali eu começava a entender quanta emoção pode ser expressada através de uma guitarra. Quando conheci o Blues a coisa foi ficando mais séria. Eu simplesmente fiquei hipnotizado com o som de mestres como Stevie Ray Vaughan, Freddie King, Albert King, Lightnin´ Hopkins e muitos outros. Eles simplesmente falam através do instrumento e expressam todos seus sentimentos daquele jeito tão poderoso e único. E assim decidi ,"quero tocar guitarra minha vida inteira". "

TB: O blues de Chicago é algo muito evidente na sua maneira de tocar. Qual o motivo dessa influência tão forte no seu som?

LM: "No começo eu tocava o Blues que chamam de "moderno". Era algo mais pesado,com mais distorção. Eu gosto de chamar isso de Blues Rock. Com o tempo fui mergulhando nas raízes e conhecendo os velhos mestres do Delta do Mississippi e do Chicago Blues. Quando entrei para a banda Capone Brothers (que acompanha a gaitista Tiffany Harp),fui muito influenciado pelo som de Chicago.Meus amigos do The Headcutters tocam muito aqui em Blumenau e região e eles me ajudaram também a ficar cada vez mais apaixonado pelo Chicago Blues. Hoje,minhas maiores infuências são Buddy Guy, Jimmy Rogers, Luther Tucker, T-Bone Walker, Clarence 'Gatemouth' Brown e o guitarrista de jazz Wes Montgomery. "

TB: Além de um excelente guitarrista, você é um ótimo vocalista. Se você tivesse que escolher entre a guitarra e o microfone, qual seria sua opção?

LM: "Muito obrigado. Eu escolheria a guitarra . Sou inseguro por natureza e definitivamente não me sinto a vontade cantando. Eu comecei a cantar porque quando começamos a montar nossas bandas de Blues aqui em Blumenau, ninguém queria cantar e acabou sobrando pra mim (rsrs).Virei meio que um 'quebra-galho' no microfone e com o tempo decidi que cantaria assim mesmo. Sempre peço dicas de amigos que são vocalistas de verdade e isso vem ajudando bastante eu acho."

TB: Muitos músicos tem algumas manias antes do show, o que você pensa ou faz minutos antes de entrar no palco?

LM: "Eu não costumo fazer nada, praticar ou algo assim. Eu apenas penso em fazer um ótimo show para as pessoas que estão ali curtindo e muitas vezes conhecendo o Blues (apresentar para elas essa música tão poderosa que mudou e influenciou o mundo todo) .Penso nos grandes mestres e sempre espero que eles fiquem orgulhosos."

TB: Léo é muito bacana ter um talento igual a você nas páginas do Blog. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

LM: "Obrigado novamente. Primeiramente quero agradecer essa oportunidade Roberto. Acompanho sempre seu blog e você está de parabéns. Tenho uma paixão e um respeito gigantescos pelo Blues e gostaria de dizer aos seus amantes e apreciadores que continuem espalhando essa música maravilhosa pelos vários cantos do Brasil(e do mundo) e sempre lutando por ele, mantedo-o vivo. Sempre digo que muitas pessoas gostam de Blues mas infelizmente não o conhecem, ou seja, nunca tiveram a oportunidade de ouví-lo.Tocar com toda a emoçao e toda a verdade que existe dentro de você é uma das coisas que faz o Blues tão único. "Everything gonna be allright...".Um abraço."


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vídeo da Semana

Renato Zanata fazendo um som maravilhoso, "Blues em RÉ-médio do Campo".




Cover de Damn Right I´ve got the Blues do Buddy Guy. Marcio Pignatari e os Takeus na Feira da Natividade/2008.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

28-08-2009 SEGUNDO OZ BLUES JAM

SEXTA, 28/8 A PARTIR DAS 21H
TOKA'S DANCE BEERR.
GASPARINO LUNARDI, 91 - KM18
OSASCO/SP
INGRESSOS: R$5,00 (ANT) / R$10,00 (BIL.)

NO PALCO:
* ROBSON FERNANDES
* ANDRÉ HOHMER
* ROBERTO TERREMOTO
* CLÁUDIO CROTTI
* ALÊ ROSSI
* BLAU ARAUJO

AQUECIMENTO: SUBSOLO BLUES JAM

INFORMAÇÕES:
Twitter: http://twitter.com/blauaraujo
Mùsica e opinião: http://cenamusical.org
Projeto Banzo: http://thebanzoproject.cenamusical.org
Comunidade do Projeto Banzo:http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91457838

terça-feira, 4 de agosto de 2009

FESTIVAL HORIZONTE BLUES JAZZ INSTRUMENTAL de 12 a 30 de agosto de 2009

Exposições, oficinas, exibição de vídeos e apresentações musicais acontecem de 12 a 30 de agosto de 2009 no Centro Cultural Padre Eustáquio. Entrada é gratuita!

Durante o mês de agosto, Belo Horizonte ganha mais um Festival voltado para os amantes de blues e jazz. De 12 a 30 de agosto de 2009, a região noroeste será palco do evento Horizonte Blues Jazz Instrumental que vai reunir os principais músicos do gênero da cidade em um mix cultural apresentado em diferentes linguagens artísticas, com shows, exposição e vídeos. O evento tem parceria da Fundação Municipal de Cultura e Sesc-MG e acontece no Centro Cultural Padre Eustáquio, com entrada gratuita.

Entre os destaques da programação, apresentações musicais no dia 16 de agosto de 2009, domingo, de 11às 20h com grupos e músicos como: Legado Blues, Yer Blues, Flying Hands Fusion, Cia Starling, Mangassô, Auder Jr. & Blues Bang, entre outros. Além dos shows, o Centro Cultural também recebe, de 12 a 30 de agosto, exposições de artistas plásticos que tiveram inspiração nos gêneros blues e jazz. Entre eles, Marcos Kaoy que transforma vinil em obras de artes, realizando uma verdadeira viagem na pintura e na história musical.

O Festival oferece ainda oficina de Voz e Guitarra com especialistas convidados pelo Centro Cultural, no dia 15 de agosto de 2009, sábado às 15h. Serão 30 vagas, as inscrições poderão ser realizadas até o dia 12 de agosto pelo telefone (31)3277-7269 ou pelo e-mail ccpe.fmc@pbh.gov.br. O evento conta também com uma mostra de filmes e clipes em diferentes dias e horários. Nas telas um pouco da história do blues e jazz, como no filme “Jazz um filme de Ken Burns” e clipes clássicos e contemporâneos, como de Ray Charles ou Narah Jones.
Para o curador do evento, Aristóteles Caetano, o Festival visa valorizar o trabalho autoral dos músicos e promover a descentralização do gênero na cidade. “Queremos levar para as regiões periféricas um projeto de Jazz e Blues. Em Belo Horizonte, eventos como estes estão centralizados na região Centro-Sul”. Segundo ele, levar o gênero para um espaço público e de forma gratuita é uma grande vitória. “Para os amantes de blues e jazz o Festival é a realização de um sonho. Pois quem é conhecedor dos gêneros sonha em ver eventos em um espaço publico na sua terra natal, no caso Belo Horizonte, assim como acontece nos EUA, Inglaterra, França, Áustria”, revela.

Aristóteles afirma que na apresentação musical do dia 16 de agosto de 2009, domingo, o público vai encontrar vários estilos “desde vertentes do fusion a linguagem mais clássica o blues passando ainda por vertentes mais puristas ao gênero, lapidando o groove a mais radiofônica do rock blues”, reforça. Segundo o curador do evento, é uma oportunidade para a comunidade aproveitar uma tarde de domingo “para abrir seus horizontes para novos e velhos sons”.
“Na nossa programação temos os principais nomes da cidade. Pegue, por exemplo, o histórico da banda Legado Blues que já tocou com os principais nomes do gênero no país e até do exterior. Temos ainda o trabalho do Yer Blues que tem mais de 10 anos de dedicação. O Auder Jr é um dos principais guitarristas do país, ele foi responsável por abrir as portas para várias bandas no exterior. Outro destaque, é o fusion do Flying Hands ou ainda o Quarteto Seteclávio, que reúne quatro ex alunos do Palácio das Artes para interpretar clássicos do jazz e blues de forma instrumental. Temos ainda a orquestra mais antiga do estado, S.M Carlos Gomes tocando clássicos e ainda dois DJs renomados, Paloma Santos e DJ Yuga, que fazem a cena clube da cidade com suas experimentações sonoras e neste festival prometem sets exclusivos de suas influências do gênero”, enumera o curador.

Mas qual a diferença deste Festival para outros que já acontecem não só na capital mineira, como no interior do Estado? Para Aristóteles Caetano a principal diferença é vontade dos artistas envolvidos de tocarem de forma gratuita e pelo charme do espaço cultural recém criado, conquistado pela comunidade via orçamento participativo. “Com o Festival Horizonte Blues queremos movimentar, provocar, divulgar, mostrando que o interesse pelo gênero não tem classe social, pelo contrário, atraí a todos pela sua musicalidade e charme”, reafirma.
Confira a programação do evento.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL HORIZONTE BLUES JAZZ NSTRUMENTAL

EXPOSIÇÕES:Data: 12 a 30 de agosto.Horário: 8h às 17h Local: Pátio interno do Centro Cultural Padre Eustáquio. Endereço: Rua Jacutinga, 821, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG.

ARTISTAS E SEUS TRABALHOS

ARISTÓTELES CAETANO: Cria cenários musicais através do desenho, destacando os músicos e os instrumentos. É desenhista auto ditada e desenvolve trabalhos simples, mas com riscos e rabiscos de forte identificação, ‘brincando’ com a possibilidade de fazer rostos conhecidos ou não. Utilizando lápis ou caneta, papel vegetal ou ofício, os traços simples tomam forma, muitas vezes caricaturais, porém, com grande significância. Descobriu, aos oito anos de idade, nas aulas de educação artística, a possibilidade de registrar personagens conhecidos ou anônimos de forma descontraída ou não. Atualmente, dedica-se ao registro artístico de “figurões”, artistas de gêneros musicais, como blues e jazz, além de alguns bons amigos em desenhos únicos e exclusivos.

MARCOS KAOY: Desenvolve um trabalho artístico inusitado e surpreendente, transforma vinil em obras de artes, realizando uma verdadeira viagem na pintura e na história musical. Mineiro, natural de Belo Horizonte, é artista plástico e músico de formação auto-didata. Iniciou sua trajetória musical da década de 80. Nos anos 90, a partir de pesquisas de gêneros da música, começou a retratar suas vivências musicais na noite belorizontina, através de pinturas e imagens que refletissem aqueles momentos. Seu processo de criação é auxiliado pelo que é descartado na natureza e através deste processo é que dá origem aos seus quadros. Atualmente, vem explorando a técnica de decopagem em vinil, fazendo referência aos estilos musicais pesquisados por ele e atribuindo, por sua vez, uma nova percepção dos grandes nomes do blues e jazz, retratados em seu dia-a-dia.

RENATO LOPES: Apresenta personagens e cenários de uma vida noturna através de desenhos em grafitte e pintura. Artista plástico, bacharel em pintura pela Escola de Belas Artes da UFMG, participou de diversas exposições coletivas em espaços alternativos da cidade. Produz seus trabalhos utilizando as técnicas: pintura acrílica e guache seco sobre papel em preto e branco e acrílica a cores sobre tela.

TALES SABARÁ: Os personagens boêmios ganham vida nos retratos produzidos pelo artista através da pintura. Mineiro, natural de Congonhas onde, aos 12 anos, despertou sua veia artística matriculando-se num curso de desenho e pintura. Formou-se, recentemente, em pintura, pela escola de Belas Artes da UFMG, onde conquistou o 1º lugar no prêmio de relevância acadêmica, com seu projeto sobre a obra do artista Guinard. Suas telas são pintadas utilizando-se as técnicas de pintura em óleo ou têmpera vinílica e os desenhos em papel em nanquim ( modo expressionista ) ou grafite.

OFICINAS E WORKSHOPS

Tema: Voz Responsável: músico Geovani Trigueiro Data: 15 de agosto, sábado. Horário: 15h

Tema: Guitarra Responsável: Guitarrista Marcelo Ferreira Data: 15 de agosto, sábado. Horário: 15h Local: Centro Cultural Padre Eustáquio Endereço: Rua Jacutinga 821, Bairro Padre Eustáquio BH/MG
Inscrições: * Serão 30 vagas, as inscrições poderão ser realizadas até o dia 12 de agosto.

Informações: (31)3277-7269 ou ccpe.fmc@pbh.gov.br EXIBIÇÃO DE VÍDEOS E CLIPES

Data: 05 de agosto às 19h30Vídeo: Blues Brother´sLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio 12 de agosto às 19h30Vídeo: Norah Jones live in New OrleansLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio

Data: 14 de agosto às 16h30Vídeo: The CommitmentsLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio

Data: 15 de agosto às 14hVídeo: The BluesLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio

Data: 19 de agosto às 19h30Vídeo: Ray CharlesLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio

Data: 24 a 29 de agosto às 15hVídeo: Jazz um filme de Ken BurnsLocal: Centro Cultural Padre Eustáquio

Data: 26 de agosto às 19h30Vídeo: Nina Simone - Live at Montreux 1976Local: Centro Cultural Padre Eustáquio

APRESENTAÇÕES MUSICAIS:

Data: 16 de agosto, sábado. Horário: 11 às 20 horas Local: Centro Cultural do Padre Eustáquio (Feira Coberta)Endereço: Rua Jacutinga 821, Bairro Padre Eustáquio PROGRAMAÇÃO

11h - SOCIEDADE MUSICAL CARLOS GOMES
Banda Musical da Região Noroeste de Belo Horizonte, fundada em 1896.

11h30 – FLYING HANDS FUSION

12h – CIA STARLING
Apresentação inédita de três músicos mineiros, que interpretam clássicos do blues em formato instrumental.

12h 30 – MANGASSÔ
Pense em algo universal que contenha aquele tempero único de sua terra. Ou ainda, a pesquisa de diversas sonoridades com inerentes trejeitos mineiros. Imagine um lugar em que a confluência dos universos líricos de Caetano Veloso, Seu Jorge e Djavan só se justifica se capazes de incitar à dança. Vislumbre um acontecimento em que o pop sinta-se completamente à vontade na presença do samba, do jazz, do soul e do funk. Pois é assim o som da banda
Mangassô: um pé na soleira e outro no mundo. Fonte: www.myspace.com/mangasso.

13h30 – AUDER JR. & BLUES BANG
Auder Junior é músico, formado e pós-graduado pela UFMG. Desenvolve intensa e premiada carreira como guitarrista. Participou de importantes bandas como: Easy Rider (Sony music). Dono de um estilo inconfundível, reconhecido pela crítica e pelo público, Auder Junior elaborou o seu primeiro CD solo: Music Is The Only Way. Trata-se de um trabalho em que interpreta grandes momentos do Rock and Blues. Atualmente, Auder Junior participa das bandas Viva Santana, Led III e Auder Jr & Blues Gang, com as quais se apresenta freqüentemente em conceituadas casas brasileiras de espetáculos.

14h30 – YER BLUES
A Yer Blues é uma banda dedicada à memória dos mestres do blues. Carrega a marca forte de BB King, Muddy Watters, Albert King, Robert Johnson, Buddy Guy. Seu repertório contempla também o que há de melhor do rhythm and blues como Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, Jonh Mayall, Peter Green, entre outros, além de composições próprias. A guitarra é tocada por Alexandre Castro, Sebastião Ferraz comanda o baixo, André Simil, a bateria, Hercules Macedo faz o vocal, Leandro Sayd as harmônicas e saxofone. A Yer Blues traz um som consistente e se compromete com uma viagem no tempo e no espaço, fazendo uma ponte entre o passado e o presente, entre Belo Horizonte e o blues do Mississipi, Texas e Chicago, trazendo na alma de seus músicos toda a intensidade do gênero. Fonte: www.myspace.com/yerbluesbh.

15h30 – LEGADO BLUES
(PARTICIPAÇÃO QUARTETO SETECLÁVIO)
Com inúmeros shows na bagagem, a proposta do Legado é fazer um blues alegre e criativo, sempre um show pulsante, trazendo ao som tradicional influências do groove. Os destaques são as composições próprias "Mister Money", "Fica assim" e "Gol" do Legado Blues, que remetem às fusões rítmicas da herança musical brasileira de Celso Blues Boy, Tim Maia, Lenine, Cazuza e Raul Seixas. A banda também apresenta releituras para composições internacionais de The Doors, Beatles, Jimi Hendrix, entre outros. Fonte: www.myspace.com/legadoblues INTERVALOS AMBIENTAÇÃO DJSDJ PALOMA SANTOSEx-estudante de jornalismo, sempre se apropriou do humor para criticar temas polêmicos, como política e direitos humanos. Adora, também, replicar as indagações masculinas sobre relacionamentos, TPM e mistério do banheiro feminino. Outra paixão da DJ Paloma é o jazz. Entusiasta do gênero vem se apresentando como discotecária, trazendo a BH um estilo inusitado-electrojazz. Fonte: http://www.xn--queijocomediacachaa-nyb.com.br/paloma.html DJ YUGA
Desde a infância em Nanuque, o pequeno Yuri já "fuçava" a coleção de discos do tio, onde conheceu Roberto & Erasmo, Jackson do Pandeiro, João do Vale, Clara Nunes, Gilberto Gil, Jorge Ben, Tim Maia, Demônios da Garoa e Os Velhinhos Transviados. Já na adolescência, começou a levar alguns discos para as festas de colégio, sempre se interessando por sons menos populares e, no entanto de boa qualidade. Aos 21, vem para a capital mineira, se tornando colecionador de discos de vários estilos e épocas. Algumas oportunidades surgem para tocar em festas, sendo seu "debut" realizado numa das mais conceituadas casas de show de Belo Horizonte, o Lapa Multshow. Fonte: www.myspace.com/djyuga.

SERVIÇO


FESTIVAL HORIZONTE BLUES JAZZ INSTRUMENTAL
Exposição, shows e mostra de filmes
De 12 a 30 de agosto


Centro Cultural Padre Eustáquio (Feira coberta)
Rua Jacutinga 821, Bairro Padre Eustáquio
Informações: (31) 3277-7269
http://www.horizontebluesjazz.com.br/

(*produção direto - 031.86785771)

Informação para Imprensa

- Erika Pessoa (31) 9347-3993
- Iaçanã Woyames (31) 8437-6032
- Anna Rocha (31) 8862-6563
- Flávia Tavares (31) 8859-2383

PESSOA Comunicação e Relacionamento
Telefone: (31) 3485-7875Rua Conselheiro Lafaiete, 109 - sala 4
Bairro FlorestaBelo Horizonte - Minas Gerais -
CEP: 31030-010