sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vídeos da Semana

Dois grandes guitarristas brincando com suas crianças.



Johaine - Guitar Blues in D


Ari Frello - Slow Blues em Lá Maior

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nosso Blues Nossas Bandas com Marafa Blues


Desde que fiz este blog fui cobrado por muitos amigos, por não ter feito nenhuma matéria com a Marafa Blues, mas sempre digo que só escrevo das bandas ou artistas por merecimento, ou quando o som se destaca e etc.

Fiz parte dos dois primeiros anos desta Banda, que é muito conhecida no cenário Paulista de Blues, e mesmo quando eu fazia parte desta grande família, achava que faltava algo.


A Marafa já teve músicos extraordinários, mas assim como times que tem grandes craques no seu grupo nem sempre jogam bem, acontecia o mesmo com a Marafa, onde por várias vezes, a banda contava com músicos incríveis, mas não obtinha seu melhor desempenho. Na música chamamos isso de falta de química.


E depois de muitas formações, o André Hohmer, que é o gatísta e fundador da Marafa Blues, conseguiu reunir um grande time, e surgiu o principal elemento para se extrair o máximo de uma banda, a química.


Para quem acompanha o Blog, sabe que não sou muito de escrever grandes textos para anunciar o convidado, mas desta vez precisei escrever algumas linhas, para explicar meus motivos, e depois deste longo texto, tenho apenas mais um ultimo parágrafo a ser escrito.


A Márafa Blues é uma banda batalhadora e persistente, que passou por muitas formações, até chegar na melhor de todas. Espero que vocês gostem. Fiquei surpreso e feliz com o resultado deste trabalho, que está incrivel.

Boa leitura!!!


TB: A Marafa teve muitas formações, inclusive participei dos dois primeiros anos da banda, mas hoje quem está no time?

MB: "Realmente a Marafa, desde sua concepção, em 2005, passou por várias formações, sempre com pessoas que gostam e querem fazer o blues acontecer, em cada nova formação há uma diferenciação no som, pois cada integrante trás algo novo para a banda, mas sempre com as características inerentes ao blues.

Hoje o time conta com André Hohmer na gaita, Claudio Crotti na guitarra, Daddy Mallagoli no vocal, Edinei Bezerra na bateria e Mario Souza, que foi da primeira formação da banda, no baixo."

TB: Vocês tem previsão de gravar um álbum? Qual é o novo objetivo da banda?

MB: "Intenção de fazer um álbum existe, mas não é o primordial nesse momento, temos de trabalhar mais essa idéia, afinal essa formação esta com um pouco mas de quarenta dias e quarenta noites, como diria Muddy Waters, hehe, estamos, ainda, nos conhecendo, pessoalmente e musicalmente falando, a banda tem um bom potencial e agora o que mais queremos é explorá-lo, trabalhando um repertório bacana e que seja bem executado, para podermos tocar em alguns eventos e festivais. No momento nosso foco é esse, acredito que logo mais conseguiremos disponibilizar uma demo, em nosso myspace, que mostre a nova cara e o novo som da banda."

TB: Como vocês estão encarando o mercado do Blues paulista?

MB: "A impressão que temos é que algumas portas estão se abrindo, mas ainda de uma forma muito tímida. No momento o que faz uma banda de blues tocar decentemente, são os festivais e lugares sérios como SESC, SESI entre outros, os bares em sua maioria, agem de forma muito amadora, fazendo assim com que a bandas “sérias” percam o interesse de tocar neles, mas vejo um aumento de lugares tocando blues."

TB: Gostaria muito de agradecer a participação de vocês no blog. Deixo aqui este espaço para suas considerações finais.

MB: "Nós, da Marafa Blues, que agradecemos a oportunidade de fazer parte do seu BLOG, pois estamos em um mesmo ambiente e quem vários nomes respeitados do blues nacional também estão, isso nos da a sensação de que temos algo de bom para mostrar e que estamos no caminho certo.

O que desejo é que os leitores do BLOG participem mais ativamente dos shows de blues, pois só assim os músicos do gênero ganharão espaço e respeito para tocarem e com isso todos que gostam do som saem ganhando.

Parabéns pelo seu trabalho de incentivo, divulgação e perpetuação do blues e como diz nosso grande amigo Alê Rossi;

” Somos todos Marafa de Coração” "
 
SHAKE IT UP AND GO 

Links:
- MySpace
- Blog
- bandamarafa@gmail.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mestres das seis cordas com Amleto Barboni

Amleto Barboni é um jovem guitarrista muito talentoso. Seu blues é poderoso e ao mesmo tempo sentimental.

Ele abandonou sua carreira para se enveredar nas estradas da música, e graças a isto, o blues ganhou mais um grande músico.

TB: Você iniciou sua vida na música tocando blues ou começou com outros estilos? Conte um pouco da sua trajetória.

AB: "Aos 21 anos, por culpa do Blues, abandonei minha profissão para aprender a tocar guitarra, mas o que despertou o meu interesse na música foi uma canção chamada Homeless do Paul Simon com o grupo sul-africano chamado Ladysmith Black Mambazo, que ouvi quando era bem pequeno. Ao decidir estudar Blues, graças a um anúncio, comecei a estudar com o André Christovam. Não tinha a mínima idéia da sua carreira, ou mesmo sobre Blues feito no Brasil, só fui saber quem era depois de uns três meses estudando com ele. Logo no começo percebi que não daria para sobreviver tocando apenas Blues, e na época não estava a fim de tocar outra coisa, por isso, acabei estudando áudio e abri meu estúdio no final de 1998 que depois acabou por me firmar como produtor."

TB: Um dia estava de bobeira em casa, ai um amigo me ligou e disse, “Cara... liga a TV na Cultura, você tem que escutar o som que eles estão exibindo.”. Bem, quando coloque a TV na TV Cultura, você estava tocando, e seu som me deixo impressionado. Como foi para você fazer o programa “Blues no País do Samba”? Como surgiu esse convite?

AB: "O programa foi gravado em 2007 e foi uma das recompensas pela coragem de ter mudado de caminho para ir atrás de algo que acreditava e de todo esforço, que ainda despendo, para ser um músico melhor. O convite veio do André depois que ouviu as gravações do meu CD, que ainda não havia sido lançado. Após acompanhar toda a minha batalha e ver como eu estava me esforçando para fazer algo bem feito ele resolveu apostar em mim. Hoje em dia também estou dando aula e vejo como é difícil as pessoas terem um comprometimento com a música. O dia que tiver um aluno com a vontade que eu tinha de aprender e fazer a coisa certa com certeza também vou ajudar no que puder."

TB: Você escreveu a maioria das composições do seu álbum, conte onde busca inspiração para escrever suas letras.

AB: "No dia a dia, em personagens fictícios e em imagens de um passado que ainda está no meu subconsciente."

TB: Para gravar seu álbum, você buscou sonoridades e timbres característicos do Blues americano?

AB: "Usei a minha concepção, mas como sou influenciado pelo Blues essa sonoridade acaba pintando."

TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem está tocando?

AB: "Este ano ainda sigo com o Amleto Barboni`s Thing que tem o Paulo Zinner na Bateria. Tenho outro projeto que já está na estrada, mas em fase de desenvolvimento, com o Marcos Ottaviano e o Richard Montano, chama-se "A Night At Maxwell Street" e entra em estúdio no ano que vem. Também estou gravando o material do meu segundo disco. Metade dele foi gravado com músicos americanos e a outra metade terá algumas participações inusitadas. Fora isso, nas horas livres, toco Delta Blues no trio do Theo Werneck."

TB: Amleto, é uma grande honra ter você no blog. Deixo aqui este espaço para seus comentários finais.

AB: "A honra é toda minha, todos amamos a mesma coisa, o Blues. Quanto mais nos respeitarmos e colaborarmos uns com os outros poderemos encontrar o caminho nessa encruzilhada que é conseguir tocar Blues neste país."


Escute:
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cozinha do Blues Sandro Gelezoglo Grineberg

Foto: Tilson Alve

Está enganado aquele que pensa que ser baterista de blues é fácil. O Blues é um ritmo peculiar e tem muitas características próprias quando falamos da bateria.

Sandro Gelezoglo Grineberg é um dos mais completos bateristas de blues da atualidade. Ele possui uma técnica impar e um bom gosto incrível, isso faz dele um mestre na arte de tocar bateria. algo que não posso descrever em palavras.

TB: Quando você iniciou a tocar Bateria? Quais são suas principais influencias? Fora o blues, quais outros estilos você toca profissionalmente?

SG: "Tudo começou por volta de 1985, eu tocava raquete de tênis numa banda que dublava AC/DC, Ramones e Motorhead...rs. Fazíamos shows para milhares de pessoas na garagem do batera da banda, queria ser guitarrista como um monte de outros garotos da minha idade. Um dia minha mãe disse: “Filho você tem que tocar bateria, é muito mais bonito”. Ela achava o Phill Rudd do AC/DC o cara e o Angus ridículo...rs. Enfim eu acabei ouvindo os conselhos da mamãe e me tornei baterista. Tive aulas com o José Eduardo Nazário, Duda Neves e mais recentemente com Lael Medina. Minhas influências são amplas e vão desde Art Blakey até Charlie Watts. Gosto dos bateras que tocam “simples”. Admiro muito o Steve Jordan também.

Fora do blues profissionalmente trabalho com trios de jazz e bossa nova para eventos institucionais. É uma coisa que gosto muito de fazer. Tenho estudado muita música brasileira."


TB: Encontrar um grande baterista de Blues é muito difícil. Como você adquiriu sua técnica? Quais são as dicas que você daria para os novos bateristas?

SG: "Acho importante que o batera de blues conheça todos os ritmos que envolvem o estilo que é muito rico nesse sentido. Existe uma infinidade de levadas de shuffle, as rumbas e os mambos, as levadas de New Orleans, Chicago, os funks, slow blues e muitas outras ramificações. Timbre também é uma coisa importante, mas cada um tem que achar a sua onda, trabalhar as dinâmicas e ficar de olho no que está acontecendo no palco, ouvir o que os caras estão tocando e segurar o trem nos trilhos. O mais importante mesmo é ouvir muito blues, conhecer os temas mais importantes e as diversas interpretações deles, aquela coisa de por o disco e tocar junto."


TB: Quais são as maiores dificuldades de se tocar blues no Brasil?

SG: "Sou otimista quanto ao blues no Brasil. Acho que o mercado melhorou muito. Tem diversos festivais acontecendo pelo país, músicos estrangeiros tem vindo tocar aqui, o que é ótimo porque podemos ver os caras ao vivo e aprender muito. Temos gente indo gravar lá fora e os de fora fazendo participações nos discos aqui no Brasil. Muitos programas de TV e rádio têm cedido espaço pro blues, sem falar na internet.

Claro que ainda temos problemas de organização, casas noturnas que não respeitam o trabalho dos músicos e músicos que também não respeitam a profissão, acho esse o ponto mais sério. Também tem o lance das distâncias, o Brasil é gigante e o transporte é difícil e caro. Esses problemas não são só do blues mas do mercado de shows em geral."
Foto: Tilson Alves
TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem anda tocando?

SG: "Atualmente sou integrante do Adriano Grineberg Quarteto, que acaba de lançar o CD “Key Blues” e tem se apresentado bastante.

Também sou baterista da banda do gaitista Márcio Maresia que está lançando o CD “Blues Brasileiro”.

Recentemente toquei ao lado das Mulheres Blueseiras & Vasco Faé no Festival Sesc’n Blues promovido pelo SESC.

Também dou aulas particulares de bateria e atualmente estou desenvolvendo um método de ensino de bateria como auxiliar terapêutico para portadores de dislexia e TDAH."


TB: Sandro, muito obrigado aceitar o convite para participar do blog, fiquei muito feliz. Deixo aqui um espaço para suas considerações finais.

SG: "Gostaria de agradecer a oportunidade de participar do Terremoto Blues que é um grande espaço para a divulgação do blues e mandar um grande beijo pra minha mãe que é a culpada por eu ser o que sou hoje...valeu mãe!!!"



(Programa do Jô - I Can't Be Satisfied )



(Centro Cultural São Paulo - Walking by Myself )

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mestres das Seis Cordas com Edu Gomes

Foto: Lincoln Barracat
Edu Gomes é um dos músicos mais queridos da cena de blues do Brasil. Sempre que o assunto é guitarra seu nome é citado, pois além de um instrumentista extraordinária tem uma simplicidade gigantesca.

Neste artigo, Edu Gomes da uma aula para quem quer começar uma carreira na música, então leia e aproveite os conhecimentos e conselhos de um dos maiores mestres do nosso Blues.



TB: Conte qual a maior conquista de sua carreira, aquela que te deixa com orgulho de ter feito e o que você ainda não realizou e gostaria de fazer.

EG: "Primeiramente, o fato de eu ter construido uma carreira musical onde pude registrar minhas canções em CD, como também me apresentar ao vivo com bandas diversas e como sideman ao lado de artistas e músicos maravilhosos. Poder passar seu sentimento e energia para as pessoas através da música é muito gratificante, assim como olhar para trás e ver que a dedicação e amor à musa música trouxe frutos e aprendizados, tanto dos acertos como dos erros.

Gostaria de realizar mais dentro do que já fiz pois este é o maior desafio de uma carreira : dar continuidade com qualidade. Gravar o novo trabalho da Irmandade do Blues, Adriano Grineberg Quartet, ZFG Mob, Concerto de Cura, como também levá-los ao público cada vez mais, produzir novos trabalhos de bandas e artistas para cada vez mais evoluir em captação de som, arranjo, produção etc. Este é meu objetivo por um bom tempo!

Agora pra citar algo mais específico, fico muito feliz em ter depoimentos, tanto de e-mails como em video, do mestre Roberto Menescal, com o qual tive o prazer de gravar e fazer uma série de shows com a cantora Márcia Salomon. Pude experimentar a linguagem do Blues com bends e slides dentro da bossa nova, com seus acordes, cadências e melodias maravilhosas, porém bem mais complexas do que encontramos no Blues. Consegui criar uma liguagem própria dentro deste estilo o que acarretou em convites para outros trabalhos de MPB."


TB: Você tem grandes trabalhos como produtor, você acredita que seu conhecimento e experiência musical contribuem para ter ótimos resultados? Você prefere produzir ou tocar?

EG: "Confesso que adoro produzir, mas prefiro tocar. Tem mais adrenalina e emoção!
Quanto à contribuição como produtor, ela pode ser maior ou menor. Tudo depende do objetivo da banda/artista e o material que ele apresenta para atingi-lo.

Meu trabalho é viabilizar, tanto em termos de produção musical envolvendo arranjos, timbres etc, como na questão organizacional de um CD, que não é tão fácil como parece. Também trabalho muito como psicólogo, pois envolve músicos, artistas etc e consequentemente vaidades e egos. Posso afirmar que é como ser técnico de futebol. É isso! Sou técnico de artistas.rsrsrs

Quando estou tocando, gosto de chamar um produtor para ter uma opinião de fora. Muitas bandas reclamam quando o produtor põe a mão demais, mas na maioria das vezes o som apresentado possui muitas falhas de execução, arranjo e até concepção,entre outras coisas. Pode ser por falta de conhecimento, vaidade excessiva com a própria composição, ou os dois! Já gravei artistas que trouxeram tudo pronto e apenas tirei o som. Quando produzo e também gravo como guitarrista, apenas somo no arranjo, muitas vezes até sugerido pelo próprio artista, que tem convicção no que diz.


Quando interfiro no trabalho, sempre viso engrandecer o que já fazem. Passo a ser parte da banda/artista e portanto preciso trabalhar para que a música alcance seu máximo em potencial, tanto em canção como em som,timbre e interpretação, além de preservar ao máximo a imagem/produto que o artista estará apresentando ao público dele."


TB: Vamos falar especificamente do blues, que já teve momentos muito melhores aqui no Brasil e principalmente em São Paulo. O que você acha que levou a cena do blues estar assim?

EG: "Esta é uma pergunta difícil pois há muitas questões envolvidas, e até mesmo dúvidas à respeito. Tentarei ser sincero, baseado na minha experiência e nada mais, e sucinto pois o assunto é complexo!

Eu acho que em termos de festivais e espaços em Sesc etc, está melhor! Tenho tocado bastante ( bem mais que antes) nesses eventos com a Irmandade do Blues, André Christóvam, Adriano Grineberg e JJ Jackson.

Temos festivais no Sul (serra gaucha),Sudeste (Ilha Comprida, SESCs, Virada Cultural, Rio das Ostras, RJ, Ibitiboca-MG, Juiz de Fora etc) Centro-oeste ( Brasilia e Goiânia) e Nordeste (Oi Blues, Garanhuns, Guaramiranga). Mesmo com o fim do Nescafé Blues, nunca esteve tão bom!

Tem muita gente nova e promissora aparecendo por ai e em todo o Brasil.

Acho que o Blues teve uma queda muito grande em bares. E os bares são os que sustentam o Blues entre os festivais e são uma ótima escola para os novatos e também para os veteranos como sustento finaceiro e de carreira. Perdeu muito espaço para bandas de cover. Os motivos são variados: no fundo o público sempre gosta de ouvir o que conhece, paciência né? Mal sabem que isso mata o novo compositor/artista, que poderá ser famoso um dia e não tem espaço pra se mostar!


Foto: Cris Oliveira

Porém, muitos músicos confundem música com showbusines.( o que eles querem!) São coisas distintas. O grande público não quer ficar ouvindo músicos tocando como se fosse uma jam, fato muito comum no Blues. Acabou cansando eu acho. As bandas/artistas de Blues que estão fazendo sucesso são aquelas que adotam a postura para isso, ou seja: fazem um show. Investem realmente em uma carreira. Têm proposta artistica mais concreta, personalidade, visual, performance, arranjo, sequencia lógica na apresentação de músicas em um show, que tem começo, meio e fim. Tudo pensado, e obviamente ( obrigatóriamente!!!) de boa qualidade. Eis ai um fator que pode tambem ter contribuido: qualidade. O Blues é realmente simples, mas não tão fácil. Sua simplicidade permite que pessoas com muito pouco experiência e vivência no mundo real da música, possam tocar o Blues. Isso é realmente um fato e não tem nada de mal, agora querer entrar no mundo da música e showbusines e ter resultados concretos de público, crítica e venda requer muita luta e conhecimento de causa, tanto do instrumento e estilo como da parte funcional. Tenho percebido isso na vida em geral e não só na música. Músicos me perguntam às vezes qual o "peixe" que a Irmandade do Blues tem pra entrar no "esquema" dos Sesc's e festivais e fico pasmo, pois minha resposta é a simples verdade: nosso "peixe" se resume em 18 anos de carreira com muita preocupação à qualidade musical e de show, em respeito à nós mesmos e ao público que nos assiste, e comprometimento profissional com nossos contratantes e colegas de trabalho, além de se melhorar como músico e pessoa. Nada mais que a obrigação!

Por último vem a questão cultural obviamente. Existem muitos fãs de Blues, mas o Brasil é muito grande e não existe, na minha opinião, um numero suficiente, tanto de fãs como artistas de real qualidade, para alimentar o Blues por ai afora dia e noite. Torná-lo uma "cultura". Essa luta será muito longa! Semrpre fui a favor da idéia de que quanto maior o numero de pessoas tocando Blues, mais espaços vão se abrir pois gerará interesse. Se um bar "abarrota" com o Blues, certamente seu concorrente irá abrir uma noite de Blues também!"


TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem anda tocando?

EG: "Estamos divulgando o DVD da Irmandade do Blues, que teve a participação especial dos amigos Andreas Kisser e André Matos. Teremos shows em Minas Gerais, Distrito Federal, Santa Catarina, interior paulista e Nordeste até o fim do ano. Também estou fazendo o lançamento do CD "Key Blues"do Adriano Grineberg, que é meu parceiro no projeto de música para o bem estar chamado "Concerto de Cura" , cuja parceria já nos rendeu 7 CDs, e com o oitavo no forno. Estou tambem na pré produção do segundo CD do ZFG Mob, um projeto de rock instrumental ao lado do baterista Mário Fabre e do baixista Fábio Zaganin. Continuo na estrada com o cantor americano radicado no Brasil JJ Jackson, cujo último CD pude participar e também com a cantora de MPB Márcia Salomon, que inclusive me convidou para produzir seu 4º CD, o que me deixa feliz ,pois os dois primeiros foram produzidos por Roberto Menescal e o terceiro, o qual gravei, pelo Alexandre Fontanetti .No Cakewalking studio, acabei de produzir o CD de estréia do Leandro Henrique, cantor, compositor e violonista e que também integra a banda de Márcia Salomon. Uma grande promessa da nova MPB!

Meu segundo CD solo, que é instrumental, está em fase de masterização. Em breve!"


TB: Edu, já vi e escutei você tocando muitas vezes e admiro seu trabalho, por este motivo é muito bom ter você no Blog. Deixo este espaço para seus comentários finais.

EG: "Agradeço as palavras e a oportunidade de poder participar de seu blog, que tem divulgado o Blues para todos.

Peço desculpas se feri alguma opinião alheia, mas procurei ser sincero e sempre com o intuito de melhorar nosso meio de trabalho que precisa de renovação e melhorias.

Acreditem em seus sonhos!!!"


Saiba mais:
Site: http://www.edugomes.com/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Leia no Portal MegaPhone comentários do CD Máfia da Mortadela


Dia 23 de agosto de 2010, saiu um artigo muito bacana referente ao CD Máfia da Mortadela Vol. 1, no Portal MegaPhone.


O Jornalista Pinna’s, dedicou um artigo que descreve o primeiro trabalho da Máfia da Mortadela.

Clique aqui e leia o artigo, e não deixe de comentar!!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

20-08-2010 às 20:00 entrevista com Roberto Terremoto em Fortaleza

Sexta-Feira 20-08-2010(20h00), No programa ABLUSEANDO na FM Assembléia (96,7 MHZ) de Fortaleza, Robério Lessa estará entrevistando Roberto Terremoto, que vai falar do CD da Máfia da Mortadela.


É possivel escutar a entrevista ao vivo pela internet.

http://www.al.ce.gov.br/