Sexta-Feira 20-08-2010(20h00), No programa ABLUSEANDO na FM Assembléia (96,7 MHZ) de Fortaleza, Robério Lessa estará entrevistando Roberto Terremoto, que vai falar do CD da Máfia da Mortadela.
É possivel escutar a entrevista ao vivo pela internet.
Quinta-feira 19-08-2010 às 21h00, o programa Encontro com o Blues, apresentado pelo Roberto Lesse, na rádio Universitária em Fortaleza, vai falar um pouco do CD Coletânea da Máfia da Mortadela, com o convidado Roberto Terremoto.
É possivel escutar a entrevista ao vivo pela internet.
Com solos poderosos e com uma voz incrível, Artur Menezes é um cearense de apenas 24 anos que esbanja talento, bom gosto musical e humildade.
Este “menino” é sem sombra de duvida um dos maiores guitarristas de Blues do Brasil. Se você ainda não escutou o som que ele tira da guitarra, então não perca tempo, leia o artigo e depois delicie-se com os links de Artur Menezes.
TB: Apesar de ser muito jovem, você tem uma grande experiência musical. Você lançou recentemente um álbum maravilhoso, mas anteriormente esteve presente em mais três trabalhos, onde participou do CD da Lúcia Menezes, gravou com sua antiga banda Blues Label e fez seu primeiro trabalho com o EP Artur Menezes & os Caras. Você gosta de estar em estúdio? Qual é a sensação de criar e registrar o seu trabalho?
AM: "De longe eu prefiro me apresentar ao vivo do que em disco. O público me instiga e eu rendo muito mais. No entanto, a importância de registrar as suas músicas e de ter um álbum para apresentar o seu trabalho é indiscutível. É como ter um filho, imagino. Gravei meu disco com muito carinho e cuidado e fico na expectativa de que todos gostem dele, assim como eu. Sem contar que é uma excelente maneira do público "me levar pra casa" sem dores de cabeça para ambos os lados! Rs..."
TB: Você acredita que encontrou o seu timbre perfeito? Quais são seus brinquedos?
AM: "I'm Never Satisified: o título dessa música fala muito sobre mim. Ao longo desses 12 anos tocando guitarra, eu venho aprimorando meu som. Trocando de equipamento, estudando... Atualmente eu tenho uma Gibson ES- 335 Custom Shop, Fender Stratocaster SRV, Gretsch Chet Atkins, Ciderly Double Neck, Gibson Les Paul Standard e Gibson SG (estas duas estou vendendo!) e violões Del Vecchio e Fender Ressonator."
TB: Quais são seus projetos atuais? Com quem anda tocando?
AM: "Dou prioridade ao meu trabalho solo, onde geralmente toco em trio. Além das composições próprias, clássicos do blues e de caras como Buddy Guy, Collins, os 3 Kings, Hendrix, Vaughan, Clapton etc. Aqui em São Paulo, esporadicamente toco guitarra com o Big Chico (na minha opinião, um dos maiores artistas de blues do Brasil). Não me desliguei do Ceará e, sempre que retorno à minha "sweet home", toco com as bandas Blues Label, De Blues em Quando e Hardvolts (AC/DC Cover). Faço shows esporádicos também com o excelente gaitista Jefferson Gonçalves (que tem um trabalho de blues dentro da música nordestina)."
TB: Você saiu do Ceará para vir morar em São Paulo. Você acredita que a cena do Blues Paulistano é melhor que do Ceará? Por onde tem tocado fora São Paulo e o Ceará?
AM: "Não acredito que a Cena de Blues seja melhor, mas a cena musical como um todo é. Aqui as possibilidades de crescimento são maiores, pois uma vez aparecendo em São Paulo, você aparece no Brasil. Muito embora a minha vinda para cá esteja relacionada aos estudos, e não à busca pela fama. Gosto do underground e pretendo seguir nele. No Ceará a cena de blues é linda! Muito organizada e todos trabalham juntos. Todo mundo se ajuda. Fora São Paulo e Ceará, recentemente estive no Piauí, em agosto vou ao Maranhão, setembro Recife e Rio de Janeiro e outubro ao Pará. Agora em julho também estive em Londres, toquei no Blues London (The Blues Kitchen). Em 2006 e 2007, morei alguns meses em Chicago. Lá fiz parte da banda "The Shakes Blues Band" e toquei algumas vezes como convidado com Charlie Love and The Silk Smooth Band e Linsey Alexander no Kingston Mines. Outras vezes dei canja com John Primer, Jimi Burns, Brother John, Phill Guy no Chicago Blues e no Legend's."
TB: Artur, considero você entre os meus músicos prediletos, pois além do seu enorme talento, você tem uma simplicidade gigantesca. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
AM: "Roberto, primeiro te agradeço pelo bem que você vem fazendo ao blues, divulgando o estilo, abrindo espaço para os artistas mostrarem o seu trabalho, além de tocar o blues e mandar ver no slide guitar! Meus sinceros agradecimentos! O recado que deixo é que fico na torcida para que o blues tenha mais espaço no Brasil. Que o público cresça e que cresça a quantidade de músicos fazendo blues. E também que outros repitam a sua iniciativa de divulgar o blues, pois como sabemos, existem dois tipos de pessoas: as que gostam de blues e as que não conhecem o blues. Quem conhece, automaticamente se apaixona!"
Vocês não tem idéia do que podemos encontrar em um sebo. Como o Brasil tem muitas culturas e não sei se este tipo de estabelecimento existe em todos os lugares do nosso território, vou explicar rapidamente o que é um Sebo.
O Sebo é um lugar onde se vende livros, revistas, discos, DVDs e CDs usados, com preços muito bons.
Bem, depois dessa super explicação, vou continuar meu relato.
Sempre que tenho uma manhã de sábado livre, vou até o centro de São Paulo, para percorrer os Sebos, pois nesta região existem muitos deles. Alguns muito organizados e outros nem tanto, mas o mais importante é ter paciência, tempo e um pouquinho de dinheiro, pois você vai encontrar ótimos álbuns.
Só para se ter uma idéia, tenho quase a coleção inteira do Robert Cray, incluindo discos importados, e todos foram comprados nos Sebos, por um preço muito abaixo do praticado nas lojas.
Em algumas dessas minhas explorações encontrei CDs de artistas de Blues nacionais, e acabei comprando um álbum maravilhoso do Big Gilson. Este trabalho está intitulado como Big Gilson & Alan Ghreen – Yellow Mojo Blues.
Este álbum foi feito entre outubro de 1995 e maio de 1996 e foi gravado ao vivo, no estúdio. Ele é repleto de musicas incríveis, e como de costume vou destacar três sons, como por exemplo a faixa um, Reivin’Wheel, do Elmore James e Roosevelt Sykes, onde o slide e o piano fazem uma conexão inacreditável, muita energia e bom gosto misturados.
Um som imperdível é a faixa sete, Shake Your Money Maker, do mestre Elmor James. Este som é fácil de se encontrar em versões de grandes mestres do Blues, mas esta faixa está maravilhosa. O Piano e o Slide estão em harmonia total e as vozes completam esta obra.
A faixa quinze Yellow Mojo Blues, é um blues instrumental incrível, que é quase impossível de escutar uma vez, este som foi feita por Big Gilson e Alan Ghreen.
Este é um disco que não deve ser fácil de se encontrar, quem tem deve guardar no cofre e quem não tem, bem, tente encontrá-lo.
Key Blues é o nome do trabalho que o grande pianista Adriano Grineberg acaba de lançar.
Este trabalho é composto de 11 faixas, onde a Rock Boogie é a única própria, as outras são releituras dos mestres do Blues.
O fato mais interessante deste trabalho é que as releituras são completamente diferentes do que costumamos escutar. Repletas de bom gosto e tocadas de maneira genial, mostram a qualidade musical do mestre Adriano Grineberg e sua banda, que é formada por monstros do blues.
Adriano Grineberg Quarteto é composta por Edu Gomes (Guitarra), Rodrigo Jofré (Baixo), Sandro Grineberg (Bateria e Backing Vocals) e é claro Adriano Grineberg (Vocal, piano e tudo que é movido a teclas).
Com um álbum tão incrível como este, fica quase impossível destacar as melhores faixas, mas como não tenho condições de descrever com detalhes todas as faixas, vou destacar algumas.
A primeira música do disco é I can’t be satisfied, que é um som cheio de malandragem, e apesar da frase característica do slide, ela é diferente das versões que você já escutou.
Rock Boogie é a segunda música, e é um instrumental com muita energia, capaz de fazer os mais tímidos chacoalharem o esqueleto involuntariamente.
A faixa cinco é Everyday I have the Blues, uma música quase impossível de se descrever de tão incrível, ela traz um baixo aveludado preenchendo todos os espaços, a linha da batera é algo mágico, dando um clima absolutamente perfeito para a guitarra e o piano desfilarem sem nenhuma preocupação e por fim, a voz dando vida ao som imortal.
Esses sons que escolhi são apenas parte do trabalho, que vale a pena escutar centenas de vezes.
Como comprar? O Adriano está vendendo o seu trabalho pelo mercado livre.