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sábado, 8 de janeiro de 2011

Lançamento - Artur’s Crunch Drive

O Blues mostra sua força a partir dos seus grandes músicos, e para mostrar um pouco deste poder, trago uma ótima notícia.

Artur Menezes, um dos grandes talentos do nosso blues, acaba de ser presenteado com uma obra prima, um pedal com a sua assinatura o Artur’s Crunch Drive que foi fabricado pelo Alexandre Targino dono da Targino Custom Pedal.

Este pedal tem todas as características dos melhores Crunchs do mercado, mas traz uma pitada do som matador do mestre Artur Menezes.

O que Artur Menezes achou deste presente?

"Um dia o Alexandre me falou que iria fazer um pedal signature para mim, e perguntou os meus gostos.

Eu estava procurando um pedal que saturasse, mas não mudasse o meu timbre.

Estava usando o Maxon 808(Tube Screamer) ou o OCD, só que eles mudam o timbre quando acionados. O Tube Screamer deixa o som anasalado tirando as características do meu timbre.

O Artur’s Crunch Drive é diferente, ele satura da forma que preciso e não muda meu timbre... Fiquei feliz demais e orgulhoso pelo presente.”

Maiores detalhes: pauloalexandrevt@ig.com.br






terça-feira, 29 de setembro de 2009

Luthieria com Mr Dark Blue Eyes

Mr. Dark Blue Eyes é um pesquisador e um grande amante do Blues, sua paixão o levou a construir réplicas de instrumentos musicais, totalmente rústicos e com materiais reciclados.

TB: Como surgiu a idéia de construir as Cigar Box Guitars e os washboards?

DBE: "Descobri as cigar box guitars e os washboards pesquisando sobre o blues,suas origens e os primeiros instrumentos usados.Como os negros ex-escravos não tinham condições de comprar um instrumento industrializado, eles começaram a adaptar.Caixas de charutos que viravam guitarrinhas,tabua de lavar roupa que virava instrumento de percussão...Fiquei encantado com esses instrumentos,os sons que eles produzem, com a criatividade desse povo, os personagens que criaram e desenvolveram o blues....estou pesquisando,todo dia, há mais de 8 meses, e todo dia conheço um personagem,musico, diferente.(VIVA A INTERNET, O GOOGLE,WIKIPEDIA E O YOUTUBE MINHAS PRINCIPAIS FONTES DE CONSULTAS).Cada personagem,cada história de vida...E o site,criei justamente para difundir aqui no Brasil, as origens do blues e os primeiros instrumentos usados."


TB: Seus instrumentos são construídos com material Reciclado. Qual o motivo para essa escolha?

DBE: "Assim como eles usavam materiais reciclados para a confecção dos instrumentos, adotei a mesma idéia. Eles usavam porque não tinham grana,condições, e tinham q se virar com o que aparecia,eu uso por opção, por ser ecologicamente correto e esteticamente bem interessante,diferente.


O uso de materiais reciclados é parte fundamental do conceito das minhas rustic guitars.Quero manter o mesmo conceito que eles tinham, reciclar e criar com o que tiver à mão.Esse é o legal das cigar box guitars,elas não tem um padrão.Uma caixa de charuto,um cabo de vassoura,um arame e mais algumas pecinhas e os caras iam defender o leitinho das crianças, ou a agua que passarinho não bebe,rs, na esquina movimentada do pedaço...mas eu uso tarracha de guitarra importada e cordas de aço novas,as unicas "peças originais"."

TB: Em linhas gerais, como é o processo de fabricação? Quanto tempo leva para fabricar uma Cigar Box?


DBE: "Bem simples,escolho uma madeira boa,legal,para o braço,corto,passo verniz, faço os furos pras tarrachas e na outra ponta fixo uns suportes para as cordas, corto a caixa de charuto, fixo o braço, ponho a ponte e o capotraste e já é rsrsrrs,levo por volta de umas 3 horas para finalizar uma cigar box acustica,ja as eletricas levam um pouco mais de tempo."

TB: Mr DarkBlueEyes, muito obrigado por participar do Blog, deixo agora este espaço para suas considerações finais.

DBE: "Quero agradecer o espaço, o convite para a reportagem e quero deixar aqui minha sincera homenagem aos meus pais, que me iniciaram no maravilhoso mundo da música e a alguns grandes mestres do blues, na verdade, seus verdadeiros criadores: LEADBELLY, CHARLEY PATTON, SON HOUSE, WILLIE BROWN, TOMMY JOHNSON, BLIND WILLIE JOHNSON, entre outros, nomes que a grande maioria dos amantes do blues desconhece, mas sem esse figuras nem mesmo Robert Johnson teria tido o rumo que teve.

Paz, amor e muito blues...."

domingo, 1 de março de 2009

Luthieria de Gaitas com Junior Blues

O Blog está abrindo espaço para as pessoas que fazem e dão manutenções nos nossos instrumentos, e para inaugura está nova coluna, a “luthieria”, trago um dos mais requisitados luthiers de gaita do Brasil.

Junior Blues trabalha com gaitas a quase uma década e está aqui para dar dicas de cuidados com a gaita e muito mais.

TB: Quanto tempo você trabalha com manutenção e customização de gaitas? O que te levou a trabalhar com isso?

JB:
" Eu trabalho com manutenção e customização de gaitas há nove anos. O que me levou a trabalhar foi um fato muito interessante. Eu estava tendo aulas de gaita com o Robson Fernandes e ao receber os exercícios para estudar em casa, achava que eu não conseguia tocar porque a gaita estava desregulada e assim dificultando o meu exercício. Abria a gaita e ajustava as alturas das palhetas. Mas nessas mexidas eu acertava a altura das palhetas tornando a gaita mais leve, mas também desafinava muitas e com o contato pela lista de gaita na internet (gaita-L), fiz amizade com o mestre Ulysses Cazallas e trocava e-mails com ele em como fazer para ajustar a afinação. Comecei então a afinar as minhas gaitas, conseqüentemente as do Robson e de seus alunos. Comecei então a me aprofundar nessa linha de estudo, consultando cada vez mais o mestre Ulysses e também o Gaspar Vianna.

O hoje tenho a alegria de ter podido participar na formação de luthieres que estão espalhados por ai fazendo um ótimo serviço. "

TB: Quais as maiores dificuldades e vantagens dessa profissão de Luthier de gaitas?

JB: "As dificuldades são realmente materiais e ferramentas para se trabalhar. Muitas ferramentas eu tive que quebrar a cabeça e fabricar porque não encontrava nada que pudesse me ajudar para determinada finalidade. O material para se trabalhar é também um grande empecilho. Muitas vezes consegui palhetas com fabricantes, mas atualmente esta ficando mais difícil.

A vantagem é a alegria de poder preparar uma gaita em que a pessoa goste e te agradeça pelo serviço. O luthier não é a pessoa que aparece, mas é a pessoa por trás do palco, que ajuda ao musico a fazer o seu show. Falo isso pelos luthieres de todos os instrumentos. Financeiramente não ha. muita vantagem, se bem que eu amaria poder trabalhar só com isso."

TB: Qual é o período que uma gaita se mantém afinada e quais os maiores problemas que ocorrem com este tipo de instrumento?

JB: "O período de afinação da gaita varia de modelo para modelo e a sua freqüência de sopro e uso. Em geral se a pessoa tem sopro leve, a gaita demora bem mais tempo para desafinar ou quebrar. As desafinações provem do desgaste do material da palheta.

A vibração constante pode causar fadiga no metal e por conseqüência a perda de condensação do metal. O metal ele tende a ficar mais leve em determinado ponto da palheta e mais pesado onde não teve tanto ponto de vibração. Então temos de compensar retirando material do lado oposto ao desgaste da palheta para que ela volte ao seu balanço original e assim a afinação. Mas podem ocasionar pequenas trincas decorrentes desse desgaste e com o decorrer do uso, elas aumentam e ocorre a quebra da palheta.

O maior problema realmente é a quebra, mas existem outros problemas como palhetas "cansadas", onde a palheta perde o brilho e não soa mais como antes. Pode ser sujeira ou ate mesmo a perda da flexibilidade do material; perda de pressão entre a placa de voz e o corpo da gaita criando pontos de vazamento de ar. Um grande problema também é a fumaça de cigarro, diminui em 30% a vida útil da gaita.

Gaitista que traga o cigarro e solta a fumaça tocando, tem muito mais probabilidade das palhetas quebrarem."

(Robson Fernandes e Junior. Blues)

TB: Que cuidados deve se ter com a gaita?

JB: "A gaita é muito versátil e bem protegida. O cuidado básico é a higiene do instrumento e do gaitista.

Já trabalhei com gaita em que a palheta estava presa com um grão de arroz! Não deixar acumular muita umidade na gaita. Ao terminar de tocar. Bata suavemente o bocal da gaita contra um pano ou papel absorvente e a deixe secar com o bocal para baixo para escorrer o excesso de líquidos e para que eles não se depositem nas palhetas.

Se houver acumulo de resíduos no bocal que ja estejam secos, use um palito de dentes para limpar, sempre puxando para fora. Esses resíduos podem se desprender e travar alguma palheta."

TB: Muito obrigado por aceitar meu convite de participar do Blog. Agora deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

JB: "Eu agradeço muito o convite e me ponho à disposição para esclarecer duvidas e dar algumas dicas sobre manutenção.

Convido também aqueles que quiserem a participar de minha comunidade no Orkut que trata justamente sobre manutenção e customização de gaitas. A comunidade se chama Gaita Quebrada e será um prazer encontrá-los por lá!

Na minha pagina do Myspace tem um pouco sobre o meu trabalho de luthier. Visitem!

Meus e-mails são junior_blues@hotmail.com e gaita.quebrada@gmail.com

Valeu feras!!"

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