domingo, 10 de agosto de 2014
Aprendendo com os Mestres Léo Maier e Don Morcego
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Mestre do Slide e da Gaita com Leo Leon Duarte
O Blues é algo que me fascina a cada dia. Com a ajuda da internet, minhas pesquisas se tornaram mais fáceis, pois consigo encontrar grandes tesouros que fazem com que o meu amor pelo estilo não morra.
Em uma de minhas buscas, me deparei com um garoto de apenas 14 anos de idade, brincando com seu violão e seu slide, algo que me fez parar para escutar cada detalhe de seu estilo.
Este menino é filho de um dos maiores compositores e gaitistas de Blues do Brasil, Sérgio Duarte, mas podem acreditar, ele não vai crescer na sombra de seu Pai e Mestre, pois terá sua própria estrada para percorrer.
Leo Leon Duarte talvez ainda não saiba, mas é um garoto abençoado pelos deuses do Blues e que tem um potencial incrível.
TB: Como havia te falado, descobri que seu pai é o Sérgio Duarte só depois que entrei em contato com você. Então quero saber, o que significa a música em sua vida? Quais suas influências?
É principalmente uma forma de me expressar, quando estou tocando esqueço de qualquer problema ou estresse.
Aprendi a tocar violão com 5 anos de idade, queria aprender a tocar Running Free do IRON MAIDEN, então meu pai me ensinou, desde então comecei a me interessar cada vez mais pela música e todos os dias eu toco desde então.
Ainda tenho muita coisa à aprender vou continuar estudando até aprender tudo, o máximo possível.
Minhas principais influências são: Mitch Kashmar , Sérgio Duarte, Little Walter, Dereck Trucs, Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan. “
TB: Você toca gaita e Slide Guitar de formas maravilhosas. Qual dos dois você prefere?
Eu gosto muito de gaita, tanto cromática quanto diatônica, pois sou filho do Sérgio Duarte(Grabde Gaitista de Blues Brasileiro), o melhor professor que eu poderia ter.
E gosto muito de Slide Guitar também, quero me especializar nisso, acho muito bonito o som de Slide em afinação aberta.”
TB: No slide, quais afinações você mais utiliza?
TB: Você é muito jovem e é detentor de um talento extraordinário, e tendo em vista o poder musical que você possui, quero saber o que você deseja para o seu futuro?
LLD: “Eu quero fazer uma faculdade de música e de improvisação nos Estados Unidos, e além disso, gosto bastante de gastronomia e gostaria de tentar algo nessa área.”
TB: O que você diria para os jovens que tem o desejo de tocar um instrumento? Que dicas você daria para eles?
Estudem bastante, corram atrás, matriculem-se numa escola de música pra começar, e hoje em dia temos A INTERNET, para tirar alguma dúvida essas coisas. “
TB: Leo, é um prazer enorme ter você nas páginas deste blog. Deixo aqui um espaço para suas considerações finais.
LLD: “Gostaria de agradecer à Sérgio Duarte, meu pai, tudo que sei foi ele quem me ensinou, também ao amigo Norba Zamboni e ao Celso Salim pelas pequenas aulas e dicas de enorme diferença e grande ajuda.
É um grande prazer estar aqui no terremotoblues , Valeu galera!”
sábado, 16 de janeiro de 2010
Mestres do Slide com Ari Frello
Este é mais um talento de Santa Cataria, que está disposto a ir onde for necessário para mostrar o seu Blues.
AF: "Eu ouço blues dez de criança. Sempre fui apaixonado pelo estilo, pela quantidade intensa de sentimentos que se encontra nos ritmos africanos, e o blues para mim que o melhor de todos.
O Gospel na verdade só fez com que tudo fosse maximizado. A igreja que congregava quando adolescente era bastante tradicional, eles tinham por costume preservar as musicas de séculos atrás para tocar nos cultos, musicas essas que foram trazidas pelos missionários americanos. E na real, é tudo blues meu amigo, ta tudo ali é só pesquisar ou conviver com as pessoas certas como aconteceu comigo. Você pode conferir isso em filmes como Black Snake moan e O Brother, Where Art Thou.
Atualmente estou trazendo tudo isso no meu novo trabalho entitulado de Pra onde eu for, será um EP com 4 musicas. Terá muito slide, harmônica e muito sentimento."
AF: "Primeiro quando de faz uma musica você precisar querer falar algo pras pessoa, uma opinião, um sentimento, uma idéia positiva. Eu sempre tenho mais de um assunto rodeando a minha mente ai é só esperar vir a melodia que no meu caro sempre é por acaso, ai é criar uma letra em cima daquilo que quero falar. Essa forma de compor eu aprendi a uns 5 anos, sou compositor dez dos 17 anos de idade, mais acho que essa é a forma que deu mais certo até hoje."
AF: "Eu decidi escolher o slide aos 18 anos por me identificar mais a forma de tocar, principalmente com afinações abertas. E ainda mais pelo lance do Delta mesmo, por ser canções de bons sentimentos e não só de lamento como muitos inicialmente pensam. E para reproduzir um Delta, tem que ser com slide."
AF: "Eu uso duas afinações, uma em D. = 1 D – 2 A - 3 F# - 4 D – 5 A – 6 D, e também uma em G que é em 1 D – 2 B – 3 G – 4 D – 5 G – 6 D, como o grandioso Son House usava. Com um capo traste praticamente se pode tocar em todas as notas usando essas duas afinações."
AF: "Eu acho que a maior dificuldade para um bluseiro lançar seu primeiro trabalho é a opinião contraria das pessoas, parentes e amigos. Porque difícil toda pessoa do meio mundo sabe que é, já se espera dificuldades comuns. Mas fico feliz que aqui no sul, cada vez mais as pessoas estão procurando a boa musica, creio que isso mudará o senario do Blues em meu estado e nos nossos visinhos também."
TB: Ari, é muito bom receber no Blog um grande talento igual a você. Deixo aqui este espaço para suas considerações finais.AF: "Eu que agradeço Roberto, Fico muito feliz pela iniciativa sua e de outros parceiros que tem feito de meios de comunicação como a internet, uma forma de levar o blues as pessoas, nos artistas precisamos de apoiadores como você.
E quem quiser conferir mais sobre meu trabalho basta acessar o meu site: http://www.arifrello.com/, lá vocês poderão conferir o andamento do CD no diário de produção, com fotos e vídeos de tudo que acontece no processo de gravação de cada musica. E quem quiser levar o Ari Frello para sua cidade bastar enviar um email para ari.frello@gmail.com ou ligar para 48 99770232.
Grande abraço a todos e viva o Blues."
sábado, 13 de junho de 2009
Mestre do Slide com Paulo Silva
Paulo Silva é um músico espetacular, que saiu das nossas terras para se aventurar na Austrália.Graças à internet encontrei este talento e agora trago ele para mostrar um pouco do seu maravilhoso som.
TB: O Weissenborn Guitar não é um instrumento muito fácil de achar no Brasil. Qual foi seu primeiro contato com o Weissenborn Guitar? Você já tocava outro instrumento?
PF: "Concordo, o Weiss é praticamente inexistente no Brasil. Sempre curti Ben Harper e esses caras, mas nunca tentei tocar o slide. Quando vim para a Austrália comecei a tocar em alguns bares e me apaixonei por Delta Blues e por aqueles caras dos anos 20, 30, 40 e 50. Eu cai de joelhos quando descobri aquela musica.
Eu toco Violão desde os 14 anos de idade, mas eu sempre tocava com a afinação normal... confesso que chegou um momento em que ficou monótono. O Blues veio e começou a mudar a minha musica.
Dai eu me deparei com Blind Willie Johnson, pra mim o maior nome no slide guitar até hoje. Eu tive uma experiência sobrenatural ouvindo aquela musica. Eu tinha acabado de me mudar para a Austrália e estava começando a aprender Inglês.... foi fantástico estar no ano de 2007 e entender a mensagem de um cara que foi gravada em 1921.
Sobrenatural, Blind Willie Johnson era cego, muito pobre e usava a musica para pregar o Gospel...tocava slide com tamanha precisão, decidi "vou tentar!". Foi uma das melhores decisões que eu fiz na minha vida. Toco a apenas dois anos, mas sei que comecei a tocar na hora exata... tudo tem seu tempo."
TB: Como você afina o Weissenborn Guitar? O seu Weissenborn Guitar tem alguma característica especial? Ele é elétrico?
PF: "Então brother, eu uso mais ou menos seis afinações diferentes. Sou apaixonado por CBCCBC, DADDAD, GBDGBD, FAEFAE... tem mais um montão. Consegui achar na Internet mais de 60 afinações diferentes... aí, fui lá e tentei uma por uma, algumas não fazem sentido algum, mas outras são fantásticas!
No momento eu tenho um Marlon Chiquinato Weissenborn Style 4, esse é feito todo em Mogno e tem um som animal!. Eu acabei de adquirir um novo instrumento, é um Oahu Squareneck Guitar, também em Mogno e feito em 1937... esse instrumento é um sonho. Confesso que estava sonhando em adquirir um desses a dois anos, finalmente consegui!. Agora estou me preparando para adquirir um Rickenbacker B Model elétrico, outro de 1937. Esse seria o meu setup perfeito, dois acústicos e um elétrico.
Falando em setup, também uso um BBE Acoustimax para o Weiss e Oahu, é um preamp bem legal. Uso K&K Sound Ultra-Pure Western pickups nos dois, fiquei surpreso com a fidelidade de reprodução do som. Cordas, uso Elixir... elas duram de 3 a 5 vezes mais que as cordas normais, vale a pena."
TB: Como foi que você foi parar na Austrália? Qual é a rotina de shows por ai? Como é o publico?PF: "Austrália, foi um pouco louco o que aconteceu. Conheci minha esposa no Brasil em 2003, ela voltou para a Austrália enquanto eu fiquei no Brasil até o fim de 2005. Foi aí que mudei pra cá e recomecei a tocar, eu estava meio parado com musica mas quando cheguei aqui vi que as pessoas amam a Musica Brasileira e minha esposa me incentivou a ir e tocar em bares. Confesso que as minhas pernas tremiam ahaha.
A cena musical na Austrália é muito competitiva, mas do que no Brasil na minha opinião. Acredito que pelo fator econômico. Aqui os impostos são mais baixos, então você consegue comprar bons instrumentos, pedais e etc.,. Então, todo mundo que gosta de musica tenta ser musico.
O publico aqui é bem receptivo, quando eu falo:"Meu nome é Paulo Silva, vim do Brasil para tocar algumas musicas para vocês", as pessoas param de conversar e começam a ouvir aquilo que você vai tocar. Tem pessoas aqui em Melbourne que nunca viram um brasileiro antes!, então o publico vem, conversa com você, pergunta sobre o Brasil e etc.,.
Ser brasileiro fez com que algumas portas fossem abertas. Estou sempre tocando Ao Vivo em programas de Radio e já participei em um programa de TV. Resumindo, competitivo mas estamos andando pra frente aos poucos."
TB: Com quem você toca ai na Austrália? Foi fácil montar uma banda?
PF: "No momento toco o meu show sozinho. Eu tenho algumas parcerias com bateristas na região onde vivo, mas apenas uso bateria em shows maiores. Aprendi aqui que fazer contatos é muito, mas muito importante... por isso sempre colaboro nos shows de outros músicos. No momento, quando não toco sozinho, eu estou dividindo o palco com Will Berg, Ewan Cloonan, Eden Parris, Dave Walker Band e The Hannafords."
TB: Você tem algum projeto para lançar um material próprio?

PF: "Sim. Tenho uma quantidade enorme de material para ser lançado. Estou juntando fundos para fazer uma boa pre-produção, gravação, mixagem e espero que até o fim de 2009-inicio de 2010 eu consiga entrar no estúdio e gravar meu primeiro álbum..... tenho que fazer isso logo, já vou completar 30 anos de idade!
Tenho um outro projeto bem interessante. Juntei músicos do mundo todo para lançar um álbum digital com musicas originais. É um projeto que será lançado até o fim deste ano e conta com músicos do Brasil, Franca, Itália, Estados Unidos, Austrália e mais alguns paises que estamos negociando. A idéia é deixar o Álbum disponível para download de graça ou pago. Você escolhe. Com certeza darei mais informações no futuro."
TB: Paulo, obrigado pelo carinho e por dedicar seu tempo respondendo para o Blog. Deixo aqui este espaço para seus comentários finais.
PF: "Eu que agradeço Roberto e leitores do Blog. Me sinto honrado em poder responder as suas perguntas. Gostaria de mandar um abraço a todos no Brasil e pedir a vocês que continuem apoiando os músicos independentes no Brasil e no Mundo.
Aguardo a sua visita no meu website, myspace e youtube channel. Ficaria muito feliz de me corresponder com outros músicos.
Abraço"
- Website
- DownLoad Free
- MySpace
- Reverbnation
- YouTube
sábado, 18 de abril de 2009
Mestres do Slide com Ótavio Rocha
O poder e a energia do som deste mestre é algo impossível de ser colocado em palavras.Ótavio Rocha é, sem sombra de duvida, o guitarrista que mais influenciou os amantes de slide no Brasil.
Leia e aprenda, pois esta não é uma simples entrevista, é também uma grande aula de blues.
TB: Quando você iniciou com o Blues Etílicos, o blues no Brasil praticamente não existia. Hoje você é uma referencia no slide nacional e a sua banda foi e é a maior influência para os músicos de Blues no Brasil. Você já parou para pensar nisso? Qual é a sensação de completar 20 anos com uma mesma banda e ter 10 discos gravados?
OR: "Bem, de fato quando começamos, não havia nem de longe um mercado de blues como existe hoje em dia. E esse aspecto de desbravação é uma das coisas que eu mais gosto quando lembro dos anos iniciais, pois tudo era feito de improviso, não sabíamos o que esperar do publico, então a sensação de estar dizendo algo novo era muito boa. Alem disso. A quantidade de informação sobre Blues nos anos 80 era mínima, ou quase nenhuma de maneira que fomos aprendendo na prática.
Nesse sentido. O primeiro festival internacional de Blues feito no Brasil, em 89 foi para nós um momento inesquecível, pois foi a primeira vez que vimos e tivemos contato com artistas como Buddy Guy (para quem abrimos o show e o evento) Albert Collins, Etta James, Junior wells e Magic Slim.
Hoje em dia com o youtube e com tudo o que já se gravou à disposição na internet, é muito mais fácil para quem quer se aprofundar ter acesso as informações necessárias. Mas ao mesmo tempo quem ta começando tem que se cobrar mais, porque só não aprende se não quiser.
Assim, fomos crescendo aos poucos, na estrada mesmo e acho que a razão para estarmos juntos até hoje com na 10 trabalhos lançados, entre cds e Lps, é uma grande afinidade no palco, e acredito que o grande barato de uma banda é saber que o todo é maior que a soma das partes....a sensação é muito boa na medida em que a banda esta sempre buscando novos caminhos, sem perder o referencial do blues, mas estamos sempre olhando pra frente.
Quanto a ser uma referencia do slide fico feliz de ser citado como influencia, acho incrível mesmo, e acho que isso tem dois motivos: ter sido um dos pioneiros do slide, junto com o André Christovam e o Lulu Santos, e ter desenvolvido uma forma de tocar bem específica, o que de alguma forma faz o meu som se destacar."
TB: Como você se interessou pelo Slide? Quais as dificuldades que você encontrou e quais foram suas maiores descobertas?
OR: "Bem, desde os 10 anos de idade eu sou fascinado pelo som do Slide...Nessa época, através de primos que moravam na Europa, eu escutei o Lp Second Winter, e a gravação do Johnny pra Highway 61 to Dylan me deixava assombrado. Eu achava que se eu tocasse daquele jeito eu ia ser o cara mais poderoso do mundo...hehe
No Brasil o primeiro cara que eu ouvi tocar slide foi o Lulu Santos, um tremendo guitarrista com um senso melódico incrível no uso do slide.
No entanto, por mais que eu tentasse passar uma pilha no violão, o som era esquisitissimo e eu achava impossível algum dia tocar daquele jeito.
Depois, em 79 saiu aqui o Muddy Mississipi Waters live, de capa preta.....esse disco eu ouvi até estragar, os solos de slide assustadores do Muddy, a cozinha, a gaita do James Cotton, tudo isso foi uma descoberta incrível pra um garoto de 16 anos!
Ainda assim, foi só em 82 que descobri por acaso um livro numa loja de Copacabana, e nesse livro eu fui apresentado ao maravilhoso mundo das afinações abertas. Quando pus meu violão em E aberto foi como descobrir o sentido da existência! Então creio que minha maior dificuldade foi descobrir que existiam tais afinações e a maior descoberta também! A partir daí eu percebi que tinha muita facilidade pra tocar slide, tinha uma boa afinação e um bom vibrato desde o inicio."
TB: Quais afinações você usa para tocar slide? Você tem uma guitarra só para
isso?OR: "Usei muito A aberto (E C# A E A E) E aberto (E B G# E B E) quando comecei a tocar no Blues Etílicos, até porque não sabia tocar guitarra convencional....fui aprendendo no palco mesmo. No nosso primeiro disco, Blues Etílicos (87) eu só sabia tocar guitarra em afinação aberta, apesar de conseguir fazer uns riffs em afinação normal.
Hoje em dia uso afinação normal pra tudo, tocar slide assim é muito mais difícil, mas te obriga a ser mais preciso, a dar menos notas e a usar muito menos os clichês das afinações abertas, e pra isso uso só a minha velha e fiel SG de um captador só.... ela é perfeita para a minha forma bruta de tocar....além disso não separo o slide do não slide, pra mim é tudo guitarra, não diferencio uma coisa da outra.
O máximo que faço é por o bordão E em D, em musicas como Misty Mountain (no cd Ao vivo, de 2001) e Walking Blues (do nosso ultimo cd Viva Muddy Waters, de 2007) ."
TB: Hoje você mantêm um Blog o "Pensamentos Otavianos" . O que te levou a criar este Blog? Você acha que com ele você pode passar sua experiência para outras pessoas?
OR: "Bem, sou formado em Ciências Sociais, consegui fazer o curso não sei como durante shows e gravações, então o blog pra mim é mais uma forma de por meus pensamentos relacionados a questões sobre musica em geral em ordem, até porque acho que nem a minha mãe ta lendo ...hehe...porque com certeza se você faz um blog de alguma forma isso te obriga a definir melhor sua visão de mundo porque eventualmente alguém vai ter acesso aquilo."
TB: Ótavio, não tenho como mensurar a honra de entrevistar você, pois te admiro muito. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
OR: "Bem, Roberto valeu pelo papo um abraço pra você e pra todo mundo"
OR: "Gravação que fiz com o guitarrista Mauricio Saady."
- Gravadora Delira Blues
- Site Blues Etílicos
- Perfil Orkut Blues Etílicos
- Blog Pensamentos Otavianos
Fotos: Renata Duarte
domingo, 4 de janeiro de 2009
Qual Slide usar? - por Don Morcego
a)-se você usa cordas finas e ação baixa, deve evitar slides muito pesados.vidro fino cairá melhor.
b)- se você toca de palheta,quanto mais liso(polido), menos interferência nas cordas que não estão em ação e logo um som mais limpo.
c)- se você usa "cordas altas" ou "calibres pesados com ação baixa" e tocar com os dedos(abafando cordas que não estão em ação) pode usar o que te der na telha.
d)- se você usa cordas altas ou baixas com calibre pesado "de palheta", evite slides porosos. (eles tangem cordas que não deveriam e sujam o som)A grosso modo, slide POROSO e PESADO. gera mais sustentação e ataque, porem pedem uma técnica. de ABAFAMENTO perfeita, onde só as cordas que estão em ação ficam livres.
O slide LISO é menos interferente podendo ajudar a quem usa palhetas, soar mais limpo.
Mas, quase sempre o guitarrista, pela sensibilidade acaba escolhendo o que lhe cai melhor mesmo não sabendo essas coisas.
Espero ter ajudado! ABRAÇO FORTE!!!
Leia mais:
- Matéria no Blog com Vídeos
- Matéria no Blog do Marceleza
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Mestres do Slide com Don Morcego
Don Morcego é um conhecedor na arte do slide, seu som é nervoso assim como o som do slide deve ser. Pela sua atitude e por sua competência na arte da música, convidei este mestre para um bate papo.
TB: Como surgiu a idéia de disponibilizar vídeos aulas de graça no youtube?
DM: "A idéia surgiu, como disse acima porque eu tive muita dificuldade de achar informação descente sobre o assunto, quando comecei e isso me atrasou durante ANOS!
Acho hoje, que se alguém tivesse feito isso antes ,eu estaria seguramente uns bons 5 ou 6 anos à frente da minha técnica atual, o outro motivo é q aqui no RJ, o povo ligado a artes ,de modo geral está espalhado e com os vídeos, aumento muito a divulgação das minhas aulas particulares também e sempre pode pintar um convite para gravações, ou para acompanhar alguém, ou mesmo novos amigos!
Com freqüência as pessoas me procuram agradecidas, como se eu estivesse ensinando a "voar" ou ficar "invisível"(rsrsrs), mas te asseguro que me doando esse pouquinho, quem mais lucra sou eu mesmo! Em contatos ,novos amigos novos alunos e sobremaneira em ter certeza pelo que as pessoas me dizem, QUE ESTOU TIRANDO GENTE LEGAL DA ESCURIDAO!"
TB: Na sua primeira vídeo aula de slide, você mostra uma invenção curiosa e relativamente fácil de se usar. Como e quem criou o mecanismo de prender a uma argola uma palheta? Você usa sempre esse recurso?
DM: "Esse lance da palheta foi o seguinte: eu também sou violonista , estudo (por conta própria) clássico e flamenca. Me aporrinhava de mais, dedilhar de palheta ou pola na boca para dedilhar minha guitarra elétrica a palheta voltava babada e tal... Ai eu tive essa idéia, mas usava muito pouco, mesmo assim técnicas de violão nylon não rolavam tão bem no aço.
Quando comecei a explorar o slide deu um estalo, embora eu use o BLUES COMO DIDATICA MAIS ADEQUADA, toco com freqüência meu slide no HEAVY METAL, MUSICA ORIENTAL E QUALQUER DOIDEIRA QUE ME DER VONTADE!
Ai a palheta prisioneira, (eu chamo assim...) foi essencial! Seria impossível fazer diferente. Minha "promiscuidade" musical ficaria frustrada!!! Como cada um tem uma mão diferente, cada um definirá o tamanho de sua corrente. Também é muito difícil de comercializar. Quem quer q esteja lendo isso, tem ao menos uma palheta e um chaveiro em casa, ai eu patenteei, mas só para constar. Qualquer um pode fazer isso em casa."
DM: "Estou desenvolvendo um slide que não subtraia nenhum dedo. Já pensou q barato você poder tocar bossa nova, com aqueles acordes cheios de informação e ainda solar de slide? Seria bem legal não? Alem desse projeto pretendo montar uma estrutura mínima que me permita comercializar slides de bronze, inox(meus preferidos) ou de gargalo, em nível semi-industrial e com a espessura adequada ao dedo do usuário, como faço c/ joalheria!!! tenho uma banda de rock,blues e heavy chamada " MATILHA " existe um orkut da banda com links das musicas para ouvir.
Alem disso acompanho minha esposa a bailarina RHADA NASHPTZ com um projeto de tribal fusion onde executo musicas orientais (árabe,índia, Turquia etc...) com slide guitar, dia 16 de agosto de 2008 vamos abrir o show de TONI MUSAYECK na casa de Espanha , aqui no rio."
TB: Mestre, muito obrigado pela participação. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
DM: "Nunca desistam!
O slide pode ser muito frustrante no inicio. Agente acha que é meio tapado e que nunca vai conseguir, mas normalmente isso é fruto dos muitos, muitos e muitos “Pulos do Gato”, que você ainda não sabe.
Os mais básicos estão disponíveis no Youtube, nos meus vídeos. Quem achar que deve ou precisa, me procure que agente esvazia algumas novas garrafas de vinho que vão virar novos Slides."
segunda-feira, 24 de março de 2008
Mestres do Slide com Caio Filipini
E por pura sorte trombei com o Caio Novaes Filipini, tocando seu Slide em um show no Paddys Pub, em São Paulo.
O Caio é um cara muito versátil manda muito bem na guitarra e também no slide. E como ele é músico de muita qualidade, convidei este mestre para fazer um artigo no blog.
CF: "Comecei a tocar guitarra por causa de duas pessoas, basicamente: meu tio Luís Filipini e o David Gilmour. E o meu primeiro contato com o slide foi através do próprio Gilmour, quando vi pela primeira vez o PULSE, ele toca lap steel guitar em High Hopes, One Of These Days e The Great Gig In The Sky. A partir daí fui descobrindo outros guitarristas que também tocavam slide. Meus prediletos são George Harrison, Elmore James, Ry Cooder, Johnny Winter, Mick Taylor, Duane Allman, Warren Haynes, Derek Trucks, Otávio Rocha, Marc Ford, Rich Robinson e, mais recentemente o Luther Dickinson (do North Mississippi Allstars), que agora toca com o Black Crowes. Minha escola de slide não é puramente blues, apesar de eu ser fortemente influenciado pelo estilo."
TB: Muitos guitarristas acreditam que tocar slide é muito simples, e fazem um som de qualquer maneira, sem se preocupar com a qualidade. Como você abafa o som das cordas que não está usando? Qual afinação você mais utiliza?
CF: "Normalmente, eu abafo as cordas com a mão direita mesmo, e toco somente as cordas que eu quero que soem. Tocar slide é mais difícil do que parece, especialmente a entonação das notas. É uma questão de prática, dedicação e ouvido atento. Sobre afinações, nos shows eu utilizo mais Open G (DGDGBD) e a afinação padrão. Mas sempre acabo experimentando outras afinações em casa. Essa semana mesmo eu fiquei tocando em Open Dm (DADFAD). Acabei compondo um tema instrumental nessa afinação. Está disponível no meu MySpace. Mas a gravação é totalmente caseira..."
TB: Ao assistir um show da sua banda, notei que você utiliza duas guitarras. Alguma delas é preparada para o Slide? Como você regula suas guitarras?
CF: "Eu utilizo uma Fender Telecaster Custom '72 japonesa, que fica sempre afinada em Open G, e uma Gibson SG Standard na afinação padrão. Nenhuma delas é preparada exclusivamente para o slide, mas as minhas guitarras são reguladas com ação bastante alta, o que facilita as coisas. A Telecaster em Open G eu uso muito tocando com o Black Crovers, a minha banda tributo ao Black Crowes. O Rich Robinson abusa das afinações abertas, então seria praticamente inviável fazer os shows com apenas uma guitarra."
CF: "A internet tem toneladas de informação sobre todos os estilos de música, mas sobre blues, rock, country e folk, infelizmente não tem muita coisa em português. Por isso acho importante esse tipo de iniciativa. Compartilhar conhecimento nunca é demais, e acho importante que os músicos conheçam o contexto por trás de cada disco gravado por um artista, para que o entendimento da obra possa ser completo. Eu sempre gostei muito de escrever, principalmente sobre música, então resolvi criar o blog e usar o espaço para publicar os textos que eu eventualmente escrevo. Não tenho a pretensão de popularizar o blog, mas gosto da idéia de dividir as minhas experiências com quem possa se interessar por elas."
TB: Caio, muito obrigado pela sua rica participação. Quero deixar este espaço para seus comentários finais.
CF: "Eu que agradeço pela oportunidade de mostrar meu trabalho. Fico muito feliz por poder contribuir de alguma forma com o blog. Gostaria de aproveitar o espaço para divulgar um pouco mais o trabalho das minhas bandas:
- The Black Crovers
- The Black Crowes cover(MySpace)
- Interstellar Overdrive(MySpace)
Muito obrigado!"
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Mestres do Slide com Vanessa Menegaldo
O Blog se supera a cada dia, pois quanto mais escreve, mais descubro pessoas talentosas no nosso blues.Hoje trago uma mulher, que tem um som poderoso nas seis cordas, mas que domina o slide como poucos.
Vanessa Menegaldo é uma guitarrista fantástica, vai do blues ao rock sem dificuldade alguma, explorando todas as vertentes dos dois estilos.
TB: Há quanto tempo você toca guitarra? E o que te levou para a música ?
VM: "Comecei a estudar guitarra em 1996 e toco profissionalmente há mais de dez anos.
Creio que minha paixão pela guitarra vem desde a infância... me lembro até hoje da primeira vez em que vi uma guitarra de perto: Fiquei simplesmente maravilhada!
Entretanto, o que realmente me motivou a iniciar meus estudos musicais foram as bandas de Rock'n'Roll que costumava ouvir na minha adolescência, tais como Led Zeppelin, Deep Purple, AC/DC, Aerosmith, Free, Queen, etc. Ouvindo os guitarristas dessas bandas, acabei ficando mais fascinada pela guitarra e decidi que tinha que aprender a tocar. Foi o Rock que me fez dar os primeiros passos no mundo "guitarrístico", porém mais adiante, o Blues e o Jazz se tornaram paradas obrigatórias nessa longa estrada."
TB: Em um de seus projetos, Tributo ao Lynyrd Skynyrd, você faz os slides. Como você aprende a tocar slide?
VM: "Comprei meu primeiro slide por curiosidade, nos meus primeiros anos de estudo, e comecei a tirar as músicas de ouvido. Minha primeira "lição" foram as dicas da embalagem do slide que havia comprado...rsrs. Acho que uma das primeiras músicas que tentei tirar foi "In my Time of Dyin'" do Led.
Sempre achei incrível a sonoridade obtida com o slide e acabei estudando por conta própria. Na época não havia a facilidade da internet e os livros e vídeos-aula eram muito caros e difíceis de encontrar.
Atualmente, após ter conseguido um Ressonator, estou me dedicando mais ao estudo das técnicas de slide e trabalhando com diversas afinações."
TB: Aproveitando o assunto do Lynyrd Skynyrd, o Rock sulista e o blues tem alguma relação musical?
VM: "Claro! Não apenas na estrutura das músicas, como
também, no fraseado dos músicos percebemos que o blues está presente.De uma maneira geral, acho que todos os estilos de rock devem muito de sua sonoridade ao blues. Porém, no rock sulista em particular, há, além da influência do Blues, uma forte influência da música Country e do Jazz. Os guitarristas de rock sulista costumam utilizar muitos fraseados derivados do banjo, próprios da música country, assim como muitas frases e clichês que vem da guitarra blues. O próprio slide, muito utilizado no rock sulista, provém do estilo de slide do blues tradicional."
TB: Quais os seus projetos atuais?
VM: "Além do "Lynyrd Skynyrd Tributo-SP", toco também com o "The Lost Crowes" que é uma banda tributo ao Black Crowes, onde tenho a oportunidade de tocar muito com slide.
Tenho também uma banda de música própria em português, com a qual pretendo entrar em estúdio em breve."
TB: Vanessa, muito obrigado por você participar do Blog, deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
VM: "Gostaria de agradecê-lo pela oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho. Também quero parabenizá-lo pelo seu trabalho em prol do blues, ajudando a divulgar as bandas e músicos que lutam para sobreviver nesse país que nem sempre valoriza a boa música.
Queria também deixar uma sugestão aos guitarristas que estão iniciando nesta arte: Ouçam blues! Afinal, nele estão as raízes de praticamente tudo o de melhor que foi feito na guitarra até hoje."
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Mestres do Slide com Felipe Apolônio "Fapo"
Este é mais um músico que encontrei por acaso neste mundão, alias, foi ele quem entrou o blog e deixou um comentário, indicando um de seus vídeos. Fui ver o vídeo, gostei muito e por este motivo ele está aqui.Apesar de não ser um efetivo músico de Blues, ele toca muito bem slide, e isso basta para ele estar aqui.E fora isso, ele é um cara que toca guitarra havaiana, a weissenborn.
Então apresento para vocês que não o conhecem, Felipe Apolônio “Fapo”, um recifence que mora em Porto Alegre, e tem muita história boa para contar.
TB: O que você está tocando na foto é um weissenborn?
Fapo: "Isto mesmo, eh um weissenborn, que por acaso tem uma história interessante.Toco guitarra há dezesseis anos, slide sempre foi minha paixão, mais sempre achei um pouco desconfortável o fato de nao conseguir mais mobilidade no método bottleneck, sempre achei um tanto limitado, mesmo assim segui me aperfeiçoando durante os anos.

A parte as questões materiais, isto fáz uma diferença enorme na sonoridade, projessão sonora bem maior, graves muito mais fortes e timbre único.Eh um instrumento muito interessante para emular a voz humana, e eh isso que venho tentando fazer. Eh meio complicado vc colocar um instrumento desses no colo e querer ser técnico, simplesmente nao dá, pois ele cria uma conexão com a musica que está muito além da tecnica."
(Veja este vídeo... é muito bom !!!)
Veja e escute mais:
- Trama Virtual
- MySpace
- YouTube
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Mestres do Slide com Celso Salim
Um dos melhores guitarristas de blues nacional, que está prestes a lançar seu 3º CD (“Big City Blues"), mostra nos Shows todo o poder das 6 cordas.Celso Salim é um guitarrista de Brasília que vive em São Paulo, fazendo o que realmente sabe, Blues. O mais importante de tudo isso, é que ele é um dos melhores no Slide e quem nunca escutou esse bluesman, deve se redimir desse pecado e ir a um show ou escutar seus trabalhos.
Agora chega de papo e vamos ler o que o Mestre tem a nos contar.
TB: Você está lançando seu 3º CD (“Big City Blues"), o que eu quero saber se neste novo trabalho você gravou músicas utilizando Slide?
CS: "Gravei sim, e muito!!!! Das 13 faixas, 7 têm slide, sendo 4 com o dobro e 3 com guitarra elétrica. Ultilizo afinações em A, E, Em e afinação normal."
TB: Percebi uma grande evolução de timbres, energia e experiência entre seu primeiro trabalho (Lucky Boy) e o seu segundo (Going Out Tonight), o que podemos esperar do seu mais novo trabalho(Big City Blues) ?
CS: "Acho que o som continua evoluindo. Quanto mais experiência você ganha no estudio, melhor fica a gravação. e sempre tenho essa preocupação de estar melhorando a cada trabalho.O cd conta com músicos de primeira linha e com um excelente engenheiro de som. Procurei ultilizar equipamentos de alta qualidade também.
E como produtores eu e Rafael Cury já estamos no 5o cd, então acho que a produção está melhor. "
TB: O pouquinho que eu sei de slide, aprendi com você, e agradeço muita a sua paciência como professor. Mas quero te fazer a última pergunta. Há procura por aulas de slide, e qual é o perfil desses alunos?
CS: "Não dou tantas aulas, mas é difícil alguem procurar aulas especificamente de slide, geralmente eles querem aprender a tocar Blues em geral então uma hora agente chega no slide também."
TB: Muito obrigado pela sua atenção, e deixo aqui um espaço para comentários finais.
CS: "As técnicas de Slide não são fáceis de absorver. A minha dica é realmente desenvolver o ouvido e tirar o maximo de músicas possíveis. Um bom professor para dar as dicas tanbém agiliza o processo.
Têm que saber tocar em afinações alternativas e na normal também."
Celso, muito obrigado pela ajuda !!! Paz !!!
Veja e escute:
- Celso Salim
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Mestres do Slide com Paulo Tonella
Trago para as páginas do Blog uma pessoa muito importante para o slide nacional. Ele é um estudioso e um músico dedicado.Paulo Tonella é sem duvidas o nome mais importante no Brasil, quando o assunto é Blues Rural. O som que ele faz tem o corpo e a alma do verdadeiro blues e segue fielmente os passos dos primeiros mestres do slide.
Vamos ao que este Mestre tem a nos dizer.
PT: “O meu primeiro resonator eu consegui numa loja de usados em Pinheiros, há uns 10 anos. Era um da marca Dobro, de corpo de metal. Desde essa época, a minha paixão por violões resonators só aumentou. Esses instrumentos têm muita relação com o Country-Blues, foram usados em muitas gravações da época.”
Tenho usado também um bandolim com cone, afinado em G D G D, que soa mais 'Blues' na minha opinião, e uma cópia de Weissenborn em G aberto.
Não sei dizer qual utilizo mais, cada uma tem o seu lugar. Tem músicas que faço na tradicional, e às vezes em afinação aberta com slide. Varia muito do dia. Tento não amarrar muito uma determinada música com um instrumento ou afinação em particular. Claro, o arranjo inicial é feito baseado em alguma delas, mas tento ter sempre outro jeito de tocar, seja com outra afinação ou instrumento, pra poder variar um pouco. Isso ajuda também a ficar mais 'amigo' de alguma afinação que eu tenha mais dificuldade.
Gosto bastante também de C aberto(C G C G C E), mas essa estou usando por enquanto só em casa. Ainda não estou muito confortável com ela.”
PT: “Acho que o principal é você gostar e ouvir muito, como com qualquer estilo que se queira tocar. Esse é o principal. Tecnicamente, a mão que dedilha é tão importante ou até mais que a outra. É um estilo que requer uma linha de baixo, melodia e alguns "pedaços" de acordes junto... costumo dizer que o Country-Blues é um estilo solitário. Um instrumento só já resolve o problema, por isso a importância da mão (no meu caso...) direita. Mas tem que gostar. Eu escuto as 'velharias' 95% do tempo. Aquelas gravações onde o ruído é tão alto quanto a música são as minhas preferidas.”
PT: “Pra minha surpresa, o público tem reagido bem. Claro, varia bastante, mas no geral somos bem recebidos. Tem até alguns que insistem em voltar às vezes. Fico muito feliz e grato à essas pessoas. Sinceramente, quando começamos a nos apresentar, não imaginava que tanta gente aceitaria o estilo, e que alguns já o conheciam. É legal ver que nomes como Robert Johnson, Mississippi John Hurt, Leadbelly não eram estranhos à muita gente. Isso é muito gratificante.”
Paulo, muito obrigado pela sua ajuda, realmente não tenho palavras para agradecer sua participação neste Blog. Paz e Blues.
Visite:
- Paulo Tonella: Aqui além de ver todos os vídeos do mestre, você vai encontrar dicas de afinações e muito mais.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Mestres do Slide com Ricardo Lima
O nosso convidado de hoje é um dos melhores guitarristas de Blues do Brasil. Seu feeling é inacreditável, e o mais incrível é que quando você acha que ele vai repetir uma frase, ele faz uma mais bonita do que você estava esperando.É uma pena que o blues não tenha valor comercial, pois garanto que se fosse outro lugar do mundo, a banda dele, Electric Muddy, estaria tocando em todas as rádios.
Agora vamos ao que este Mestre, Ricardo Lima, nos escreveu.
RL: “Pra mim foi meio que inevitável, é meio difícil encontrar alguém que goste de Blues e não goste de slide. Para quem toca então é praticamente impossível.
Sempre gostei muito do som do Slide mas não houve nenhum guitarrista em especial que tenha me levado a tocar slide, embora tenha ouvido muito (e continuo ouvindo) Duane Allman e Elmore James.
Posso dizer que são duas fortes influências para mim.”

TB: Você fez algum ajuste de altura de cordas na sua guitarra para tocar Slide?
RL: “Sim, a ação das cordas é um pouco mais alta do que o normal para evitar que a nota seja cortada no contato com os trastes, uso cordas mais pesadas também, 011.
TB: Quanto maior a espessura da corda, mais encorpado fica o som do slide?
RL: “Eu prefiro cordas mais pesadas usando ou não usando o bottleneck.
Atualmente estou usando cordas 011 (o que não é tão pesado assim), em uma Epiphone Sheraton, gosto do slide em guitarras com captadores humbucker, o som fica mais "encorpado", com mais "sustain. São coisas que na minha opinião são imprescindíveis no Blues.”
TB: O que você indicaria para alguém que quer iniciar no slide ?
RL: “Escute muito os grandes mestres.
TB: Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
RL: “Parabéns pela iniciativa, muito bom saber que a cada dia que passa temos mais espaços dedicados ao Blues, e o que é melhor, sendo feito por quem toca.”
(Não tenho um video dele tocando slide, mas mesmo assim, vale conferir esse cara tocando.)
Visite:
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Mestres do Slide com Claudio Crotti
Com um timbre vintage, uma sonoridade característica dos grandes mestres e um bom gosto para as suas frases, trago para o Blog um cara que gosta e sabe o que está fazendo com o Slide, estou falando de Claudio Crotti.
Além de responder algumas perguntinhas, ele nos forneceu alguns links de seu trabalho, recomendo que escutem este Bluesman.
CC: “Roberto a minha história com o Slide começou por um acaso. Depois de um tempo afastado da música, eu resolvi ir à casa de um grande amigo que não via há um bom tempo, chamado Paulo Tonella.
Paulo Tonella é um grande estudioso do Blues Rural. Ele toca Slide numa onda completamente acústica como eu nunca vi ninguém tocar no Brasil. Parece mesmo um Velho Bluesman tocando. Usa Resonators, Weissenborns, Dobros e violões. E tudo com Slides feitos com garrafas cortadas..
Enfim, foi através deste contato com o Tonella que eu comecei a me interessar pelo Blues e o Slide. Ele me ensinou muito do que hoje eu sei. Influenciado pelo Tonella eu resolvi estudar Blues e Slide, porém com guitarra elétrica. Com o passar do tempo fui adquirindo alguns instrumentos acústicos e comecei a pegar gosto pela onda acústica também. Mas tenho sérios problemas com a eletricidade e não vivo sem minhas guitarras.
Bem meus guitarristas preferidos são vários. Gosto muito de todos os guitarristas que passaram ou que ainda estão no The Allman Brothers. Esta banda em particular fornece muito aprendizado sobre guitarra Slide. Em primeiro lugar , gosto demais de Duane Allman. Ele foi o principal responsável pelo Slide moderno. Tocava muito. E influenciou muita gente. Além dele gosto muito do Dickey Betts o xerife do Allman. Depois tem dois grandes guitarristas mais modernos, e também do Allman Brothers que eu adoro. Warren Haynes e Derek Trucks. Os dois são fantásticos.
TB: Escutei algumas gravações suas, e o som do slide é vintage, o que você usa para seu slide soar com esse timbre maravilhoso?
CC: "Puxa Roberto que legal que você gostou e obrigado pelo comentário.
Na verdade o meu timbre é resultado de uma série de fatores. O primeiro fator esta relacionado ao que você tem escutado que por sua vez acaba sempre por te influenciar.
TB: Assim como a gaita, o slide não pode faltar na formação de uma boa Banda de Blues. O que quero saber é se na Hurricane você utiliza slide?
CC: "Bem estou começando a colocar o Slide na banda. Como a Hurricane é uma banda com apenas um guitarrista eu acabo selecionando algumas músicas especificas para usar o Slide. Tocamos Blues Before Sunrise na mesma onda da versão de Eric Clapton do disco From the Cradle. Além dela fiz uma versão para I Don't Play com Slide que é algo mais pesado. Em I Don't Play utilizo afinação Standard. Também toco com slide a música Heaven's Where You'll Dwell do Carlos de Junco. Em breve vou usar uma Lap Steel no lugar da guitarra para fazer esta música. Vai soar bem mais gordo e pesado.
Estou participando de outro projeto com outra banda onde vou usar bem mais o Slide. É uma banda nova com um tecladista e mais um guitarrista. Então vai dar pra abusar muito mais do Slide. Essa banda vai tocar muito Blues e terá bastante influência do The Allman Brothers. Mas é algo bastante recente ainda."
TB: Quem toca slide gosta de explorar as afinações abertas, mas ao vivo nem sempre fica bacana você mudar a afinação da guitarra, pois demora um pouquinho e é chato deixar o publico esperando. Você usa mais de uma guitarra em seus shows?
CC: "Roberto, normalmente eu levo 3 guitarras para os shows. Uma para tocar em afinação Standard, outra que fica afinada em Open E e uma de estepe, caso quebre uma corda ou algum problema que possa ocorrer.
Eu me identifico muito com a afinação Open E e tenho estudado bastante em cima dela. Estou começando a deixar de lado a afinação standard. E claro que sofri uma influência muito grande de Derek Trucks. Ele utiliza sua SG constantemente afinada em Open E , esteja tocando com ou sem Slide. Quero fazer a mesma coisa. Estou fazendo um trabalho de migração sobre a afinação Open E. Estou estruturando os acordes e escalas para essa afinação. Assim vou usar uma única guitarra com afinação aberta para tocar tudo. Isso tem sido um grande desafio e um grande aprendizado pra mim."
TB: Muito obrigado pela sua colaboração, e deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
CC: "Roberto sou eu quem agradece a sua hospitalidade neste maravilhoso espaço virtual. Espero que você mantenha este trabalho e ajude cada vez mais na divulgação deste fantástico estilo de tocar guitarra.
As coisas estão se expandindo e hoje em dia já é possível encontrar pessoas tocando slide com muito talento. Pessoas como o César Ramos, meu amigo virtual lá de Rondonópolis-MT. Pessoas como o Paulo Tonella, meu amigo pessoal aqui de São Paulo.
Sem contar os grandes monstros que já estão nesta área há muito tempo como o Otávio Rocha, o Marcos Ottaviano, e tantos outros talentos brasileiros.
É isso aí, a Internet e uma grande abertura para o conhecimento musical de todos nós e o seu Blog, com certeza, está se tornando uma grande fonte de conhecimento sobre a arte de se tocar Slide."
Claudião, Muito obrigado pela ajuda, muita Paz e Blues.
Veja também:
- Site Banda Hurricane
- Myspace Banda Hurricane
- Audios do Claudio com Slide (Vale a pena conferir)
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Mestres do Slide com Big Gilson
Estou muito feliz por ter em meu Blog um cara do gabarito deste blusman. Um mestre do blues tupiniquim, que leva o som feito aqui para o mundo. Este cara que recebeu elogios de ninguém menos que o lendário B.B. King e tem o seu nome na galeria de astros patrocinados pela Marshall, hoje vai nos falar um pouco sobre o Slide.Big Gilson é um guitarrista autodidata, cantor e compositor e que toca a guitarra desde os 15 anos. Um monstro das seis cordas, que teria tudo para ser arrogante, mas é uma pessoa humilde e se prestou a perder seu tempo para nos responder algumas perguntas.
TB: O que levou você a tocar Slide?
BG: “O que me levou a tocar slide, foi um cara chamado Johnny Winter, porque foi o cara que realmente me estimulou a tocar guitarra, e como ele foi sempre um excelente Slide Guitar Player foi por ai que a coisa começou.”
TB: Eu tenho uma revista, "Guitar Player", de outubro de 1998, onde você dá algumas dicas e comenta sua experiência com o Slide. Mas o que eu mais gostei na entrevista, foi o fato de você usar duas guitarras em uma. Você ainda usa a afinação normal, apenas com a mizinha em ré, para poder ter uma afinação aberta em Sol, nas quatro primeiras cordas, e da 2ª corda à 6ª uma afinação normal?
BG: “É, essa coisa de mudar a mizinha, baixar ela para Ré, te possibilita mil coisas, você fica com uma afinação aberta em Sol e uma afinação normal da 2ª para a 6ª corda, ai você tem “n” possibilidades de fazer acordes mais enriquecidos, tocar melhor com o dedo ou usar o slide. Te abre uma gama de possibilidades realmente muito grande.”
TB: Mudando um pouco o assunto, fiquei muito feliz em ver que um Brasileiro está entre os grandes nomes de guitarristas, na lista de patrocinados pela Marshall. Como rolou isso?
BG: “O lance da Marshall rolou com o meu empresário na Inglaterra, que
mandou uma proposta para eles, para dar um apoio na turnê que eu fiz em abril/2007 e maio/2007. Os caras gostaram do trabalho e no final renovaram para mais um ano, até minha próxima turnê na Inglaterra e na Europa. Inclusive ficaram de fazer um amplificador customizado para mim.Isso é uma coisa muito legal, uma honra, pois eu sou o único guitarrista sul-americano de qualquer estilo e um dos dois únicos guitarristas de Blues do mundo, eu e Gary Moore.
Então realmente é uma porta aberta para mais uma galera ir na onda e se dar bem, pois é super legal.
E para o ano que vem com certeza mais turnê na Europa e nos Estados Unidos, já tem várias coisas encaminhadas ai, e legal contar com a força da galera aqui, pois o apoio de todo mundo é super importante, e eu que estou fazendo este trabalho pioneiro, para um artista brasileiro, então sempre umas energias positivas e boas vibes são super bem vindas.
Então valeu grande abraço e qualquer coisa a mais estou a disposição.”
Mestre.... Obrigado.... Paz e Blues !!!!
Visite:
- Big Gilson
- Marshall
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Mestres do Slide com César Ramos
Conheci este guitarrista pela web, aliás, a maioria dos meus grandes amigos eu conheci desta forma. E por este motivo, trago para vocês um “violeiro solitário”, que faz do slide sua fonte de prazer e lazer.César Ramos, o Dr. César Slide, é um cara que faz mais pelo slide do que ele mesmo imagina. Se você observar no You Tube, alguns de seus vídeos tem mais de 4.500 acessos, então isso é no mínimo uma forma maravilhosa de divulgar o slide.
Leia e depois vá ver todos seus vídeos !!!
CR: “Minha paixão pelo slide nasceu quando ouvi Johnny Winter há + - 18 anos.Eu tinha uma banda de heavy metal , era radical ,só ouvia metal , coisas de adolescente radical , até que conheci um amigo que gostava muito de jazz e blues e me mostrou um LP do Johnny Winter ("Captured Live") e então fiquei apaixonado pelo som e o detalhe é que eu não sabia que aquilo era feito com slide , nem imaginava , depois fui me interessando cada vez mais pelo blues e quando descobri que ele fazia aquilo com o slide comecei a tentar também .Logo em seguida vi o André Christovam tocando com slide "Dados Chumbados " em um programa de TV junto com o Flávio Guimarães e então a paixão aumentou .
Porem eu só estou me dedicando mesmo ao slide há 1 ano quando me interessei pelas afinações abertas .Gravei um video tocando slide para testar minha filmadora nova e em seguida descobri o site youtube e coloquei o vídeo lá pra ver no que dava.Achei que só ia tomar paulada por que imagina, um brasileiro tocando slide , sem camisa , num quarto , completamente relaxado , os americanos iam achar isso uma afronta!!(Risos). Mas aconteceu o contrário , começaram a me mandar e e-mail elogiando e eu nem acreditei .Fiquei animado e passei a gravar mais, mas aí coloquei uma camisa.” (Risos)
TB: Quais afinações você mais usa?
CR: “Quanto as afinações uso mais open D ( DADF#AD ) e standard .Mas tambem uso open G ( D-G-D-G-B-D) . Open E também é legal mas quebra muita corda” (Risos)
TB: Você é de Rondonópolis-MT, o que eu gostaria de saber é, existe um espaço para o Blues em sua cidade ?
Aqui em Rondonopolis ainda não tem um espaço pra tocar blues mas tem muita gente que gosta do som e já é um começo .Quando morava no interior de São Paulo eu tinha uma banda de blues que foi a primeira da cidade e também não tinha um espaço pra tocar e quando tocamos na casa noturna de uma amigo meu a primeira vez tinha 10 pessoas , na segunda vez tinha 100.É só começar pra aparecer a galera.”
TB: Quais são seus projetos? Você está tocando com alguma Banda ?
CR: “Não toco em banda, toco só em casa nas horas vagas , quero montar uma mas está difícil , falta tempo e compatibilidade de horários com os outros músicos .Tem muito músico bom aqui no MT , não imaginava que tivesse tanto .Quando vim pra cá achei que só ia ter violeiro mas estava enganado.Como está difícil eu estou seguindo o conselho que o André Christovam me deu lá em Santos -SP "faz como eu , toca sozinho cara " .”
CR: “Eu é que agradeço , tenho notado que muita gente curte slide aqui no Brasil e tem muita gente boa tocando , fora os mestres como A Christovam / Otavio Rocha / M Ottaviano .Tem um cara na Bahia , o Eric Assmar que é fera , o Ricardo Vignini é violeiro bluesman e faz um som slide com viola que é demais .Muito legal a iniciativa de criar o Terremoto Blues e espero que isso faça com que apareçam cada vez mais blueseiros .”
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Mestres do Slide com Frank Hoenen
Trago para vocês uma pessoa que está muito próxima das minhas atividades musicais. Nós dividimos as guitarras Slides na Marafa Blues, banda que fazemos parte.Aprendi muito de slide com esse “Mestre do Blues”. Ele possui uma técnica maravilhosa, e transforma as mais simples músicas em verdadeiras obras de arte. Espero que em muito pouco tempo eu possa mostrar as músicas que estamos preparando para o nosso primeiro CD.
O Frank Hoenen é um guitarrista completo, se diferencia por suas frases inteligentes . Ele é professor de guitarra e violão, e está aqui para nos ensinar um pouco mais da arte do slide.
FH: “Descobri o slide mais ou menos um ano depois de ter começado a tocar violão e guitarra, tirando algumas músicas do acústico que o Eric Clapton fez pra MTV,todas afinadas em Sol aberto(D,B,G,D,G,D),músicas como Walking Blues,Running On Faith e Rollin and Tumblim.
Esse foi meu primeiro contato com o Slide.”
TB: Você tem uma grande facilidade de tocar Slide na afinação padrão. Existe algum segredo?
FH: “Sim,o segredo não está na mão do slide,mas sim na mão que dedilha,você precisa abafar as cordas que não quer que o som saia enquanto toca as que você quer que saia.
Pelo menos pra mim,tocar sem palheta(apenas com os dedos) é a melhor opção pois a mão fica com bastante liberdade para abafar as cordas.
Isso exige tempo e paciência,mas é muito compensador,pela facilidade de poder fazer tudo na mesma guitarra,sem depender de uma outra em alguma afinação aberta e de poder na mesma música mesclar frases com e sem slide.
É legal também ouvir muito pessoas que tocam nesse estilo e ir tocando as frases deles,observar a maneira que tocam,como fazem pro som sair limpo...Recomendo também um vídeo aula do Warren Haynes(guitarrista atual do Allman Brothers e do Gov't Mule) chamada Eletric Blues and Slide Guitar,lá ele da todas essas dicas que eu citei acima de uma maneira bem prática e cheia de exemplos.
Outro guitarrista que estou ouvindo muito que toca na afinação padrão é Derek Trucks(atual guitarrista também do Allman Brothers e da banda do Eric Clapton). Pra mim o melhor guitarrista nesse estilo na atualidade!"
TB: Você acha que um guitarrista que trabalha 100% das músicas com slide, tem algum tipo de limitação, por exemplo, na criação das harmonias ou das frases?
FH: “Acho que o slide pode dificultar um pouco sim,mas acredito que seja uma coisa pessoal,se a pessoa conseguir tocar tudo que ela quer tocar usando só o slide não vejo motivo para não fazê-lo.“
TB: Qual a dica que você daria pra alguém que quer iniciar no Slide ?
FH: “Ouvir muito,estudar muito e ter paciência, pois a coisa não se da uma hora pra outra, por não ser um jeito convencional de tocar.
Trabalhar as afinações,principalmente em Sol e Ré aberto,ter cuidado com a afinação das notas,lembre que o slide é tocado em cima do traste,e não da casa.”
Buscar todo tipo de informação possível.
Hoje no Brasil já temos pessoas num nível altíssimo tocando Slide,como Marcos Ottaviano(que foi quem me ensinou a tocar com a afinação padrão),Celso Salim,Big Gilson,Otávio Rocha,Paulo Tonella,entre outros,que além de grandes talentos são pessoas bastante acessíveis e ensinam de uma maneira bem didática.”
TB: Frank, obrigado por participar do meu Blog, e deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
FH: “Valeu Roberto,eu é que agradeço por você ter lembrado de mim no meio de tanto fera que ta aparecendo aqui e por me deixar compartilhar um pouquinho do que eu sei sobre essa paixão que nós dois temos que é a guitarra Slide!
E parabéns pelo Blog, iniciativas como a sua que fazem o Blues ir pra frente no Brasil!”
Frank, muito obrigado por dedicar um pouco do seu tempo, para passar suas lições para nós.
