O grande professor Paulo Toth tem um trabalho muito bacana na web, que inclui dicas e aulas de guitarra.
Além do trabalho educativo, ele tem o programa Toth's Music News, que mistura muitos assuntos relacionados à música.
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sábado, 26 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Trabalhando pelo Blues com Ricardo Côrte Real
O nosso blues continua na estrada por pessoas como Ricardo Côrte Real, que além de um músico extraordinário, trabalha mostrando novos talentos e levando o blues por onde passa.Ele é uma pessoa que sabe muito sobre o assunto, conhece muita gente liga ao estilo, está sempre envolvido nos eventos e apesar de tudo isso, ele é um cara simples e sempre pronto para um boa conversa.
TB: Sua paixão pela música é evidente e sempre que um evento de Blues é realizado em São Paulo, seu nome sempre é lembrado, para ser o apresentador do evento e também fazer parte dos shows. Mas como isso começou? Onde iniciou esse envolvimento com o Blues?
RCR: "Ouvi música boa desde a infância graças ao meu pai e os meus tios Roberto e Dirceu que eram fanáticos, principalmente pelo Jazz.
Comecei a estudar piano com 5 anos, mas aos 11 tive minha primeira visão de um cara tocando guitarra, era o Trini Lopez, e eu pensei: "Quero fazer isso".
Larguei o piano e comecei a ter aulas de violão, quando pintaram os
Beatles, Stones e cia. fiquei vidrado e ganhei minha primeira guitarra!
Isso foi no meu aniversário de 12 anos. Daí para frente ouvi e toquei muito Blues achando que era Rock´n´Roll e só mais tarde descobri o que era o Blues, e me apaixonei, claro!
Muitos anos depois... em 1993, me chamaram para apresentar os festivais Nescafé´n´Blues durante suas três edições, depois outros festivais e eventos surgiram."
RCR: "Ouvi música boa desde a infância graças ao meu pai e os meus tios Roberto e Dirceu que eram fanáticos, principalmente pelo Jazz.
Comecei a estudar piano com 5 anos, mas aos 11 tive minha primeira visão de um cara tocando guitarra, era o Trini Lopez, e eu pensei: "Quero fazer isso".
Larguei o piano e comecei a ter aulas de violão, quando pintaram os
Beatles, Stones e cia. fiquei vidrado e ganhei minha primeira guitarra!
Isso foi no meu aniversário de 12 anos. Daí para frente ouvi e toquei muito Blues achando que era Rock´n´Roll e só mais tarde descobri o que era o Blues, e me apaixonei, claro!
Muitos anos depois... em 1993, me chamaram para apresentar os festivais Nescafé´n´Blues durante suas três edições, depois outros festivais e eventos surgiram."
TB: Você foi à pessoa que fez o blues paulistano renascer, com seu extinto programa "A Casa do Blues", na Kiss FM. Você revelou muitos talentos naquela época, mas hoje não temos muitas opções no Rádio para o nosso blues. Você tem algum projeto para voltar com um programa de Blues? Como foi sua experiência com "A Casa do Blues"?
RCR: "Não acho que fiz o Blues Paulistano renascer, mas dei minha contribuição para que houvesse uma maior divulgação das bandas de Blues, principalmente as de SP, durante os quatro anos em que a Casa ficou no ar. Antes disso, e até hoje ( esse ano faz 15 anos ) o Caio Ávila já
vinha divulgando o Blues com o seu Blues Power na USP FM.
Foram quatro anos muito bons, aprendi muito com os ouvintes e com as bandas que foram ao programa. Fizemos programas com artistas nacionais e internacionais tocando ao vivo no Kiss Club, prgramas especiais com entrevistas, enfim, acho que fiz um trabalho reconhecido pelos ouvintes e pela comunidade do Blues e isso me alegra bastante. Por isso considero um desrespeito tremendo com os ouvintes e comigo a retirada do House of Blues do ar pela Kiss.
Como pode uma emissora que se dizia Classic Rock abrir mão do Blues? Mas enfim, foi assim...
Tentei um espaço em outras emissoras para fazer um novo programa de Blues sem sucesso. De repente, através do Caio veio o convite para fazer um programa de Jazz na USP FM, e desde dezembro de 2007 estou produzindo e apresentando o Jazz Caravan nos 93,7 no mesmo horário em que eu fazia o House, domingos às 20h. E estou bem contente mostrando os grandes nomes do Jazz e apresentando os talentos Made in Brazil para os ouvintes."
RCR: "Não acho que fiz o Blues Paulistano renascer, mas dei minha contribuição para que houvesse uma maior divulgação das bandas de Blues, principalmente as de SP, durante os quatro anos em que a Casa ficou no ar. Antes disso, e até hoje ( esse ano faz 15 anos ) o Caio Ávila já
vinha divulgando o Blues com o seu Blues Power na USP FM.
Foram quatro anos muito bons, aprendi muito com os ouvintes e com as bandas que foram ao programa. Fizemos programas com artistas nacionais e internacionais tocando ao vivo no Kiss Club, prgramas especiais com entrevistas, enfim, acho que fiz um trabalho reconhecido pelos ouvintes e pela comunidade do Blues e isso me alegra bastante. Por isso considero um desrespeito tremendo com os ouvintes e comigo a retirada do House of Blues do ar pela Kiss.
Como pode uma emissora que se dizia Classic Rock abrir mão do Blues? Mas enfim, foi assim...
Tentei um espaço em outras emissoras para fazer um novo programa de Blues sem sucesso. De repente, através do Caio veio o convite para fazer um programa de Jazz na USP FM, e desde dezembro de 2007 estou produzindo e apresentando o Jazz Caravan nos 93,7 no mesmo horário em que eu fazia o House, domingos às 20h. E estou bem contente mostrando os grandes nomes do Jazz e apresentando os talentos Made in Brazil para os ouvintes."
TB: Hoje você está com duas Bandas maravilhosas, a Blues 4 Fun e a Ricardo Corte Legal. Fale um pouco sobre essas Bandas. Você tem mais algum projeto?
RCR: "Obrigado pelas maravilhosas!
A Blues 4 Fun já existe há 8 anos e é uma banda formada com amigos de longa data e com um perfil bem diferente das bandas de Blues tradicionais, tanto que coloquei o nome Blues 4 Fun para dizer de cara qual o nosso objetivo: Diversão! Por isso o repertório acabou tendo de
tudo um pouco, até Blues! Já a Côrte Legal, batizada assim pelo Baby Labarba, foi uma banda que surgiu dessa mania que eu tenho de fazer Jams e que está crescendo cada vez mais. Conheci o Baby ( gaitista e vocalista ), a Alcione ( baterista ), o Mottinha ( guitarra ) e o Will (teclados) nas Jams que tenho comandado no Mr. Blues e no Paddy´s Pub, e o Claudinho ( baixo ) que é meu amigo desde os anos 60, reencontrei nas Jams do Mr. Blues. Estamos elaborando um pouco mais o repertório para caber o que a gente mais gosta no Blues e as músicas em que recebemos os
"canjeiros " que vem se divertir com a gente."
A Blues 4 Fun já existe há 8 anos e é uma banda formada com amigos de longa data e com um perfil bem diferente das bandas de Blues tradicionais, tanto que coloquei o nome Blues 4 Fun para dizer de cara qual o nosso objetivo: Diversão! Por isso o repertório acabou tendo de
tudo um pouco, até Blues! Já a Côrte Legal, batizada assim pelo Baby Labarba, foi uma banda que surgiu dessa mania que eu tenho de fazer Jams e que está crescendo cada vez mais. Conheci o Baby ( gaitista e vocalista ), a Alcione ( baterista ), o Mottinha ( guitarra ) e o Will (teclados) nas Jams que tenho comandado no Mr. Blues e no Paddy´s Pub, e o Claudinho ( baixo ) que é meu amigo desde os anos 60, reencontrei nas Jams do Mr. Blues. Estamos elaborando um pouco mais o repertório para caber o que a gente mais gosta no Blues e as músicas em que recebemos os
"canjeiros " que vem se divertir com a gente."
TB: Me divirto bastante nos seus shows, principalmente quando você faz jingles de produtos que eu nunca escutei na vida, coisas antigas. Você é um pesquisador de jingles, como essa paixão surgiu?RCR: "Desde criança que sou muito ligado em música, sempre ouvi muito rádio, e jingle é música, feita sob encomenda para vender algo, mas é música, então me liguei nos jingles também.
Além disso comecei a trabalhar na televisão muito cedo, aos 9 anos de idade, e lá eu ouvia e via os comerciais feitos ao vivo, programas etc. e apurei o ouvido.
E prá completar, há mais de 10 anos que faço parte de um grupo vocal, o Juke, que faz shows "cantando" a história da TV através dos jingles e das trilhas de seriados."
TB: Ricardo, você é uma pessoa que sempre deu força para o blues nacional, e estou muito feliz de ter sua presença nas páginas do blog. Deixo agora este espaço para seus comentários finais.
RCR: "Estou feliz de participar do seu espaço e quero dizer que eu adoro música boa em geral e o Blues em particular, e que o meu desejo é tocar cada vez mais e ver cada vez mais surgirem músicos que compartilhem essa idéia de tocar junto e trocar experiências, isso faz a gente melhorar muito o jeito de tocar e de viver.
Quero também desafiar os blueseiros brasileiros a quebrarem um pouco a cuca e criarem letras em português. Vai ser muito difícil popularizar o Blues se a gente ficar cantando só em inglês, allright?"
Quero também desafiar os blueseiros brasileiros a quebrarem um pouco a cuca e criarem letras em português. Vai ser muito difícil popularizar o Blues se a gente ficar cantando só em inglês, allright?"
Veja mais:
- Blues 4 Fun
- Juke
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Trabalhando pelo Blues com Edu Gaspar
Acredito que ele tenha um acervo de vídeos, muito importante para a divulgação e “preservação” do nosso Blues.
Além de tudo isso, ele é uma das pessoas que mais conhece o Blues nacional.
TB: Há quanto tempo você trabalha filmando os Shows de Blues?
EG: "Bom, eu comecei a fazer transformação de VHS pra dvd, pois tinha muito musico perdendo seu acervo, pra filmagem foi um pulo, pois sou fotografo, fica mais fácil, eu filmo há 1 ano e meio."
TB: Quanto tempo você gasta na filmagem de um Show? E quais são as etapas?
EG: "Bom a filmagem começa, já na passagem de som, pois tenho q conversar com todos os envolvidos, som iluminação e músicos, pois muitas vezes os músicos não escutam os técnicos, e eu tenho q acender uma vela pro santo e outra pro capeta, pra ter meus objetivos alcançados, normalmente num show de 1:30 gasto 6 horas de preparação.
E ai, a banda tem q fazer sua parte, ter tesão em tocar, pois também dependo deles, onde vem minha inspiração, pois quando estão apáticos no palco, transferem pra mim também.
1- iluminação
2- som
3-captura
4- escolha das cenas
5-tratamento do som e imagem se necessário"
TB: Quais são os fatores que você leva em consideração, para ter um bom resultado final?
EG: "Para mim o mais importante, é a banda, meus melhores vídeos foram quando as bandas estavam no pique de tocar, e a gente percebe isso."
TB: Hoje muitas Bandas querem ter seu material registrado em DVD. Quais as dicas que você daria para eles?
EG: "Pra ter um bom material, tem q se preparar antes, fazer alguns ensaios, para que na hora do show, tenha o mínimo de erro, quando se erra uma vez quando se esta filmando, eles ficam mais nervosos, nesse momento eles tem que relaxar e fazer o que mais sabem fazer.
Procurem profissionais envolvidos com seus projetos pra poder tirar maior proveito do seu vídeo, gente que esta a fim de trabalhar sério e não tirar dinheiro das bandas, tem que ter comprometimento com o projeto, pra poder promover a banda."
TB: Gaspar, você é sempre bem vindo no Blog, e agradeço mais esta colaboração que você está dando. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
EG: "Bom Roberto, agradeço a oportunidade de estar mais uma vez aqui, e falar da minha primeira grande paixão que é a arte de fotografar, que na realidade filme começa na fotografia, cada segundo filmado são 29 fotos batidas.
Quando resolvi começar a filmar, foi mais por causa de divulgação, quase não se tinha vídeos de blues no mercado, como divulgar se não tem material? Foi onde decidi a começar a filmar, e acho que deu pra dar um novo gás no blues, sei que posso fazer muito mais pelo blues, muitas bandas hoje tem material pra mostrar, e faço tudo isso com muito amor e dedicação ao blues, antes não iamos em shows de quem não conhecíamos, hoje é só entrar no you tube pra ver como as bandas se comportam, e isso é muito bom, estamos popularizando os vídeos.
Mais um vez agradeço o convite, um grande abraço."
Quer ver bons vídeos Clique aqui.
EG: "Bom, eu comecei a fazer transformação de VHS pra dvd, pois tinha muito musico perdendo seu acervo, pra filmagem foi um pulo, pois sou fotografo, fica mais fácil, eu filmo há 1 ano e meio."
TB: Quanto tempo você gasta na filmagem de um Show? E quais são as etapas?
EG: "Bom a filmagem começa, já na passagem de som, pois tenho q conversar com todos os envolvidos, som iluminação e músicos, pois muitas vezes os músicos não escutam os técnicos, e eu tenho q acender uma vela pro santo e outra pro capeta, pra ter meus objetivos alcançados, normalmente num show de 1:30 gasto 6 horas de preparação.
E ai, a banda tem q fazer sua parte, ter tesão em tocar, pois também dependo deles, onde vem minha inspiração, pois quando estão apáticos no palco, transferem pra mim também.
1- iluminação
2- som
3-captura
4- escolha das cenas
5-tratamento do som e imagem se necessário"
TB: Quais são os fatores que você leva em consideração, para ter um bom resultado final?
EG: "Para mim o mais importante, é a banda, meus melhores vídeos foram quando as bandas estavam no pique de tocar, e a gente percebe isso."
TB: Hoje muitas Bandas querem ter seu material registrado em DVD. Quais as dicas que você daria para eles?
EG: "Pra ter um bom material, tem q se preparar antes, fazer alguns ensaios, para que na hora do show, tenha o mínimo de erro, quando se erra uma vez quando se esta filmando, eles ficam mais nervosos, nesse momento eles tem que relaxar e fazer o que mais sabem fazer.
Procurem profissionais envolvidos com seus projetos pra poder tirar maior proveito do seu vídeo, gente que esta a fim de trabalhar sério e não tirar dinheiro das bandas, tem que ter comprometimento com o projeto, pra poder promover a banda."
TB: Gaspar, você é sempre bem vindo no Blog, e agradeço mais esta colaboração que você está dando. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.
EG: "Bom Roberto, agradeço a oportunidade de estar mais uma vez aqui, e falar da minha primeira grande paixão que é a arte de fotografar, que na realidade filme começa na fotografia, cada segundo filmado são 29 fotos batidas.
Quando resolvi começar a filmar, foi mais por causa de divulgação, quase não se tinha vídeos de blues no mercado, como divulgar se não tem material? Foi onde decidi a começar a filmar, e acho que deu pra dar um novo gás no blues, sei que posso fazer muito mais pelo blues, muitas bandas hoje tem material pra mostrar, e faço tudo isso com muito amor e dedicação ao blues, antes não iamos em shows de quem não conhecíamos, hoje é só entrar no you tube pra ver como as bandas se comportam, e isso é muito bom, estamos popularizando os vídeos.
Mais um vez agradeço o convite, um grande abraço."
Quer ver bons vídeos Clique aqui.
Site do Gaspar.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Trabalhando pelo Blues com Tita Castro
A Tita Castro é uma produtora musical muito competente. Posso afirmar isso, pois participei junto com minha banda de dois festivais que ela promoveu.
Dedicada aos artistas do blues, ela tenta fazer com que a cena fique cada vez mais forte, e para isso ela não mede esforços, por este motivo eu trouxe ela para as páginas do blog.
TB: Quais as maiores dificuldades de ser uma Produtora Musical? E porque o Blues?
TC: "A dificuldade em produzir música tem muito a ver com a falsificação de cds e os novos meios de obter música (os conhecidos downloads) que prejudicam muito as bandas,
produtoras e gravadoras e envolvidos no setor da música.
Vou explicar...não que eu seja totalmente contra essa democratização da música mas se falarmos em termos profissionais isso complica e muito o trabalho das pessoas envolvidas com música, se levarmos em conta que a produção de um disco já não garante retorno devido para os envolvidos na área, imagina a situação de quem trabalha com música e se vê no meio de um duelo entre o 'acesso fácil e gratuito' e a 'venda dos cds e a produção de uma banda'? Fica praticamente inviável. Os 'custos na produção' x 'o lucro gerado' nesta produção não está nem empatando ultimamente, está no vermelho mesmo.
Mas ainda sim é um trabalho apaixonante em que muitas vezes trabalhamos por amor a música, não ao retorno que ela proporciona.
E o blues foi o estilo escolhido para meu trabalho com música, graças a Zona Blues, banda que abriu as portas para o meu trabalho como produtora e claro, pelo fato de ser amante do blues desde a adolescência, onde aprendi a ouvir este gênero tão importante e que me agradou desde a primeira vez que ouvi."
TC: "A dificuldade em produzir música tem muito a ver com a falsificação de cds e os novos meios de obter música (os conhecidos downloads) que prejudicam muito as bandas,
produtoras e gravadoras e envolvidos no setor da música.
Vou explicar...não que eu seja totalmente contra essa democratização da música mas se falarmos em termos profissionais isso complica e muito o trabalho das pessoas envolvidas com música, se levarmos em conta que a produção de um disco já não garante retorno devido para os envolvidos na área, imagina a situação de quem trabalha com música e se vê no meio de um duelo entre o 'acesso fácil e gratuito' e a 'venda dos cds e a produção de uma banda'? Fica praticamente inviável. Os 'custos na produção' x 'o lucro gerado' nesta produção não está nem empatando ultimamente, está no vermelho mesmo.
Mas ainda sim é um trabalho apaixonante em que muitas vezes trabalhamos por amor a música, não ao retorno que ela proporciona.
E o blues foi o estilo escolhido para meu trabalho com música, graças a Zona Blues, banda que abriu as portas para o meu trabalho como produtora e claro, pelo fato de ser amante do blues desde a adolescência, onde aprendi a ouvir este gênero tão importante e que me agradou desde a primeira vez que ouvi."
TB: Quais as características que uma Banda deve ter, para que você possa trabalhar com ela?
TC: "Só para resumir um pouco a história eu comecei trabalhando na divulgação dos shows da Zona Blues e de alguns amigos músicos que pediam para eu divulgar seus shows...mas foi depois da produção do meu primeiro Festival de Blues, começou a 'chover' bandas na minha horta...(risos)
E para eu poder classificar quais se encaixariam no meu trabalho, comecei a pedir às bandas seus materiais para que eu pudesse poder ouvir e classificar se tinham condições de entrar para a minha produtora. Este trabalho, apesar de cansativo em determinados momentos, posso dizer que foi de extrema importancia para a produtora, pois hoje em dia isso me ajuda muito a diferenciar os estilos, bandas e músicos que tem realmente o 'feeling the blues'.
Depois que comecei a produzir alguns festivais, até bandas internacionais me procuram para mostrar seu trabalho... só que infelizmente não posso trabalhar com eles, pois além
das dificuldades financeiras em trazê-los para o Brasil, eu acho que devo dar espaço é para os músicos brasileiros porque talento é o que não falta entre nossos músicos e eles já enfrentam muitas dificuldades na rotina de trabalho, então nada mais justo do que deixa-los mostrar o que sabem fazer."
TB: Você sempre esteve envolvida com Festivais de Blues. Você está planejando algum novo Festival?
TC: "Eu sempre estou envolvida com projetos, festivais, shows e produção de cds e bandas de blues. Isto começou a envolver meu trabalho de tal maneira que acredito que não consiga mais mudar de área.
Tenho procurado expandir um pouco para o rock clássico e ao jazz também, pois além de ser fã destes estilos musicais, muitas banda estão me procurando para produzi-los
Como estou reestruturando a produtora, quem sabe não começo 2008 com estas novidades na produtora...
Para 2008 tenho 3 festivais programados, mas ainda estou trabalhando neles.
Assim que eu puder falar mais, eu aviso a todos sobre os novos planos, festivais e novidades da produtora. "
TB: Muito obrigado por sua colaboração, deixo aqui este espaço para seus comentários finais.
TC: "Quero agradecer imensamente ao Roberto 'Terremoto'que cedeu este espaço importante para que eu pudesse falar sobre minha produtora.
Peço desculpas por alguns problemas ocorridos no meio desta estrada, mas acredito que eles façam parte inclusive do aprendizado de todos nós, músicos ou profissionais da área.
Quero deixar um abraço especial a algumas feras que me apoiam sempre e que me incentivaram a continuar mesmo naqueles momentos em que pensei jogar tudo pro alto...entre eles Bee Scott, Caio Ávila, Rodolfo Aguirre, Paulo Meyer, Ricardo Corte Real, Helton Ribeiro, aos meninos da Zona Blues ( pelas risadas, papos sérios e puxões de orelha), a todas as bandas de blues que trabalho, aos músicos que tenho como grandes amigos depois que comecei a trabalhar nisto, minha irmã Bizú, a milha filha de 'paciência da ausência' e a todos os amigos que sempre me deram muito apoio."
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