quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vozes do Blues com Tainah Dantas

Trago para o Blog mais um pequeno achado. Sim, é um pequeno achado apenas no tamanho, pois nem sempre tamanho é documento.

A pequena Tainah Dantas é uma jovem vocalista, que possui uma voz suave e delicada, que toca a alma de quem escuta seu Blues.

Com apenas 20 anos, esta jovem cantora possui uma personalidade musical incrível, para comprovar isto, leia a matéria e assista ao vídeo.

TB: Quem é a Pequena Tainah Dantas? Conte um pouco da sua vida na música.

TD: "Bem, eu comecei na música com uns 3 anos de idade, quando comecei também a cantar. Antes dos 10 já cantava e me apresentava em coral, tocava flauta doce e alguns outros instrumentos de musicalização infantil, como xilofone, metalofone, etc.

Meus estudos eram basicamente auto-didatas, até que o tempo foi passando e com 12 recebi o primeiro convite para cantar numa banda, onde comecei a rabiscar algumas letras; com uns 14 já cantava em banda profissional fazendo alguns shows e apresentações locais. Nessa época comecei a estudar "academicamente" canto e teoria. Com 15, comprei meu primeiro violão e comecei a compor.

Nesse período participei de vários projetos que, depois, me levariam a cantar profissionalmente e a lecionar canto e desde então venho conquistando um certo espaço nessa àrea. Com uns 17 anos, me despertou uma curiosidade muito grande sobre a parte técnica do áudio (gravação, microfonação, mixagens, etc) quando então, recebi um convite para trabalhar num estúdio e senti a necessidade de aprofundar meus conhecimentos nesses assuntos e fui estudar - isso me ajudou a pensar a música e o som por um prisma mais pragmático, o que contribuiu muito no meu trabalho como música.

Enfim, a gente vai se consolidando aos poucos e querendo melhorar. Seria difícil dizer exatamente onde começou meu envolvimento "oficial" com música, pois, desde que me entendo por gente, ela faz parte de mim e da minha vida; acho que para todo mundo que trabalha com música é um pouco assim, não é? A sede de música não cessa."


TB: Sua voz é suave e delicada. Você se preocupa com o tipo de música que você escolhe para seu repertório? Quais os critérios que você tem para escolher as músicas que vai cantar?


TD: "Ah, obrigada pelo elogio! Olha, na verdade, não é com o tipo de música do repertório que eu me preocupo principalmente, mas sim com a forma de adaptar a minha voz a ele, até porque, no The Lady Blues Band a escolha do repertório é totalmente democrática, não se restringindo apenas à mim e claro, respeitando o estilo Blues; apesar de que quem mais é interado da seleção do repertório é o nosso guitarrista, Paulo Toth Jr. já enttrevistado por você anteriormente.


Eu adoro que seja assim, pois me dá a chance de exercitar uma flexibilidade que a própria proposta exige de se executar diversas faces do Blues e de interpretar cantores cujas formas de interpretação são muito variadas. Sendo assim a preocupação é conseguir retratar essas diferentes vertentes mantendo certas características sonoras de cada vertente do blues sem perder as características sonoras da minha voz.


Isso é um desafio que me acrescenta muito, e por isso procuro não ter um critério muito rígido na escolha das músicas que sugiro e que sugerem para o repertório, mas algo que com certeza é o pré-requisito nº 1 para que eu queira cantar uma música é que ela me faça transgredir de alguma forma, que me faça fazer coisas que eu não tive a idéia de fazer antes, e que principalmente me façam sentir algo."



TB: Você tem algum cuidado especial com sua voz ou você não se preocupa com isso?

TD: "Bem, ser cantora e professora de canto e inglês acaba cansando um pouco a minha voz; ela é meu principal instrumento de trabalho e por isso sofre certo desgaste. Sem contar que eu, por natureza, falo muito, durmo pouco. Para tentar compensar o desgaste e dar conta do recado bebo muita água, procuro comer, todo dia, pelo menos uma maçã, que é adstringente, evitar bebidas alcoólicas nos dias úteis, já que estas ressecam as pregas vocais e manter uma alimentação saudável. "

TB: Além do Blues, você canta algum outro estilo musical?

TD: " Sim, canto sim. É natural acabar cantando de tudo um pouco, mas lógicamente há os estilos aos quais eu mais me dedico. Ultimamente tenho ouvido bastante World Music, mas minhas raízes estão na MPB, e no pop e rock nacionais e internacionais mais antigos, bossa, jazz e com certeza funk e soul. "

TB: Tainah, muito obrigado por contribuir para o Blog. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

TD: "Imagina, eu que agradeço pela oportunidade de expôr aqui um pouco do meu trabalho e contar um pouco da minha história. Precisamos de mais pessoas com a mesma iniciativa que a sua no meio musical, não é? Incentivando o lado B. Foi uma honra contribuir para o blog, vida longa à ele e parabéns pelo seu trabalho!"


Revival Blues Fest - Wonka Bar

Mais um vídeo da semana com o Grande Mestre Décio Caetano.

Ficha técnica: Come Back to my Arms Decio Caetano - voz e guitarra Robson Fernandes - gaita Johaine Droppa - guitarra Edu Mella - baixo Fernando Rivabem - bateria Cleber Washington - trombone 31/03/09 - Curitiba



Se você ou sua Banda de Blues tem um vídeo bacana, entre em contato!!!

domingo, 5 de abril de 2009

Mestres das seis cordas com Francinni Bessie

Às vezes me pergunto até onde o Blues pode chegar sem divulgação. Mas eis que uma prova viva disso surge no interior de São Paulo, em Sta. Cruz do Rio Pardo, que tradicionalmente não é uma cidade que se escuta Rock muito menos o Blues.

A jovem Francinni Bessie, de apenas 20 anos, que aprendeu praticamente a tocar sozinha, está aqui para nos contar um pouco de sua vida musical e mostra um talento incrível com a guitarra.

O Blog fica muito feliz publicando a primeira entrevista desta menina, que tem um futuru brilhante.

TB: Na sua idade, a maioria das meninas curte outros tipos de sons, músicas da moda e geralmente vão para lugares onde quase nunca tem banda ao vivo tocando Rock, muito menos Blues. Fico me perguntando, como o blues entrou na sua vida? E porque a guitarra?

FB: "Infelizmente, comecei a gostar de música um pouco tarde. Quando criança, meus pais ouviam rock clássico, mas nunca gostei do 'barulho'. Meu contato com a música começou mais tarde, por volta dos 16 anos, quando finalmente comecei a ter interesse por bandas como The Beatles, mas o interesse pela guitarra começou a surgir ainda depois, quando conheci o Blues.

Meu primeiro contato foi num bar, com uma banda ao vivo: quando ouvi aquilo fiquei sem palavras, o feeling, o ritmo, as letras. Era aquilo que eu queria pesquisar, estudar e, por que não, tocar pro resto da minha vida. Foi como um amor à primeira vista! Lembro-me de começar a pesquisar sobre o Blues no dia seguinte, quando descobri que ele era a raiz do Rock'n'Roll!

Após isso, conheci todos tipos de Blues, das raízes do Delta do Mississipi ao elétrico Texano!"

TB: Percebi que uma de suas maiores influencias é o mestre Stevie Ray Vaughan, quem te apresentou ao som dele? Quais suas outras influencias?

FB: "Praticamente, continuando a resposta anterior, foi quando, por meio dessas pesquisas sobre o Blues, Conheci o mestre Stevie Ray Vaughan. Até então nunca havia visto um Blues com tanto feeling, com tanta emoção e o mais surpreendente: um branco!

Fiquei realmente chocada, e me apaixonei imediatamente pelo feeling. Graças a ele, comecei a tocar guitarra, tentando tirar suas musicas de ouvido. Parecia loucura, mas eu consegui!

Minhas outras influências na guitarra, embora transpareça apenas SRV, Albert King e Muddy Waters são: Albert Collins, Guitar Slim, Jimmie Vaughan, Otis Rush, Eric Clapton, Jimi Hendrix, Freddie King. Mas, não posso deixar de citar outros nomes que não sei se devo chamar de influências por enquanto, mas sou apaixonada, como Johnny Winter e Rory Gallagher. No Delta Blues também adoro Skip james, R. L Burnside, Son House e, é claro Robert Johnson. Aqui no Brasil gosto muito do Blues de Otávio Rocha e do Fred Sun Walk que são guitarristas muito expressivos, cada um com sua maneira de tocar."

TB: Todo guitarrista procura sua própria identidade, melhor dizendo, seu próprio timbre. Você ainda está nessa busca? O que você usa hoje?

FB: "Acredito que uma das etapas mais difíceis na carreira de um guitarrista seja essa busca pelo estilo próprio. Grandes guitarristas tiveram essa dificuldade, mas ela é superada quando você se sente seguro improvisando o que vier em mente.

Eu comecei há pouco tempo, estou apenas iniciando essa eterna busca, mas acho que timbre tem a ver com a identidade e gosto de cada um e é uma coisa que se adquire com os anos. O mesmo vale para a identidade sonora."

TB: Onde você pretende chegar com seu Blues? Quais suas ambições musicais?

FB: "Pretendo manter-me estudando e ouvindo o Blues, sempre com muita dedicação. Gostaria também de compor e ter bons músicos para me acompanhar, uma boa cozinha é tudo no Blues.

Enfim, meu maior prazer é tocar Blues da maneira que posso e pretendo fazer isso para sempre."

TB: Francinni, muito obrigado por dedicar um pouco do seu tempo para i blog. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

FB: "Eu que agradeço o espaço cedido e a grande iniciativa de se dedicar a um Blog que divulga o Blues e tantos músicos brasileiros competentes. Sinto-me honrada estando aqui e contribuindo um pouco com isso tudo.

Há pouco tempo, tocar Blues era um sonho distante pra mim, moro numa cidade pequena, onde é muito difícil encontrar músicos e muito menos que toquem Blues. Hoje graças ao incentivo de pessoas como Otávio Rocha, percebi que é possível, basta querer e abraçar todas as oportunidades. Aproveito também para agradecer todas as pessoas que tem acreditado em mim, André Christovam, Luciano Boca, Gustavo Andrade e a Hot Spot Blues Band, que me indicou para o Blog, Big Gilson e Fred Sun Walk, e todos os convites para jams e Festivais etc... Um dia eu chego lá!"





Veja mais:
-
Myspace
- Youtube

Obrigado meu amigo Gustavo Andrade, pela dica!!!

quarta-feira, 25 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

BANDA HAVENGAR - Amélia, ex mulher de verdade

Hoje estou muito feliz, pois descobri por acaso que uma banda de Blues está tocando uma música escrita por mim.

Esta música representa muitas coisas em minha vida, pois lembro do meu Pai dando canja comigo em meus shows, aliás, com minha primeira banda de blues, a Jafer Blue, banda que ele amava de paixão.

Agradeço a Banda Havengar e o XixaBlues por divulgar meu som!!!


segunda-feira, 9 de março de 2009

domingo, 1 de março de 2009

Luthieria de Gaitas com Junior Blues

O Blog está abrindo espaço para as pessoas que fazem e dão manutenções nos nossos instrumentos, e para inaugura está nova coluna, a “luthieria”, trago um dos mais requisitados luthiers de gaita do Brasil.

Junior Blues trabalha com gaitas a quase uma década e está aqui para dar dicas de cuidados com a gaita e muito mais.

TB: Quanto tempo você trabalha com manutenção e customização de gaitas? O que te levou a trabalhar com isso?

JB:
" Eu trabalho com manutenção e customização de gaitas há nove anos. O que me levou a trabalhar foi um fato muito interessante. Eu estava tendo aulas de gaita com o Robson Fernandes e ao receber os exercícios para estudar em casa, achava que eu não conseguia tocar porque a gaita estava desregulada e assim dificultando o meu exercício. Abria a gaita e ajustava as alturas das palhetas. Mas nessas mexidas eu acertava a altura das palhetas tornando a gaita mais leve, mas também desafinava muitas e com o contato pela lista de gaita na internet (gaita-L), fiz amizade com o mestre Ulysses Cazallas e trocava e-mails com ele em como fazer para ajustar a afinação. Comecei então a afinar as minhas gaitas, conseqüentemente as do Robson e de seus alunos. Comecei então a me aprofundar nessa linha de estudo, consultando cada vez mais o mestre Ulysses e também o Gaspar Vianna.

O hoje tenho a alegria de ter podido participar na formação de luthieres que estão espalhados por ai fazendo um ótimo serviço. "

TB: Quais as maiores dificuldades e vantagens dessa profissão de Luthier de gaitas?

JB: "As dificuldades são realmente materiais e ferramentas para se trabalhar. Muitas ferramentas eu tive que quebrar a cabeça e fabricar porque não encontrava nada que pudesse me ajudar para determinada finalidade. O material para se trabalhar é também um grande empecilho. Muitas vezes consegui palhetas com fabricantes, mas atualmente esta ficando mais difícil.

A vantagem é a alegria de poder preparar uma gaita em que a pessoa goste e te agradeça pelo serviço. O luthier não é a pessoa que aparece, mas é a pessoa por trás do palco, que ajuda ao musico a fazer o seu show. Falo isso pelos luthieres de todos os instrumentos. Financeiramente não ha. muita vantagem, se bem que eu amaria poder trabalhar só com isso."

TB: Qual é o período que uma gaita se mantém afinada e quais os maiores problemas que ocorrem com este tipo de instrumento?

JB: "O período de afinação da gaita varia de modelo para modelo e a sua freqüência de sopro e uso. Em geral se a pessoa tem sopro leve, a gaita demora bem mais tempo para desafinar ou quebrar. As desafinações provem do desgaste do material da palheta.

A vibração constante pode causar fadiga no metal e por conseqüência a perda de condensação do metal. O metal ele tende a ficar mais leve em determinado ponto da palheta e mais pesado onde não teve tanto ponto de vibração. Então temos de compensar retirando material do lado oposto ao desgaste da palheta para que ela volte ao seu balanço original e assim a afinação. Mas podem ocasionar pequenas trincas decorrentes desse desgaste e com o decorrer do uso, elas aumentam e ocorre a quebra da palheta.

O maior problema realmente é a quebra, mas existem outros problemas como palhetas "cansadas", onde a palheta perde o brilho e não soa mais como antes. Pode ser sujeira ou ate mesmo a perda da flexibilidade do material; perda de pressão entre a placa de voz e o corpo da gaita criando pontos de vazamento de ar. Um grande problema também é a fumaça de cigarro, diminui em 30% a vida útil da gaita.

Gaitista que traga o cigarro e solta a fumaça tocando, tem muito mais probabilidade das palhetas quebrarem."

(Robson Fernandes e Junior. Blues)

TB: Que cuidados deve se ter com a gaita?

JB: "A gaita é muito versátil e bem protegida. O cuidado básico é a higiene do instrumento e do gaitista.

Já trabalhei com gaita em que a palheta estava presa com um grão de arroz! Não deixar acumular muita umidade na gaita. Ao terminar de tocar. Bata suavemente o bocal da gaita contra um pano ou papel absorvente e a deixe secar com o bocal para baixo para escorrer o excesso de líquidos e para que eles não se depositem nas palhetas.

Se houver acumulo de resíduos no bocal que ja estejam secos, use um palito de dentes para limpar, sempre puxando para fora. Esses resíduos podem se desprender e travar alguma palheta."

TB: Muito obrigado por aceitar meu convite de participar do Blog. Agora deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

JB: "Eu agradeço muito o convite e me ponho à disposição para esclarecer duvidas e dar algumas dicas sobre manutenção.

Convido também aqueles que quiserem a participar de minha comunidade no Orkut que trata justamente sobre manutenção e customização de gaitas. A comunidade se chama Gaita Quebrada e será um prazer encontrá-los por lá!

Na minha pagina do Myspace tem um pouco sobre o meu trabalho de luthier. Visitem!

Meus e-mails são junior_blues@hotmail.com e gaita.quebrada@gmail.com

Valeu feras!!"

Mais:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Vozes do Blues com Renata Brasil

Sempre em buscas de coisas novas, trago alguém que já caminhou um bocado pelos palcos do Blues e tem coisas muito boas para dizer.

Renata Brasil é uma cantora de voz suave, delicada e contagiante. Impossível não fechar os olhos enquanto ela canta e viajar pela melodia de sua música.

TB: Como você se tornou uma vocalista? Quais suas principais influencias? Conte um pouco da sua trajetória musica.

RB: "Comecei simplesmente pela vontade de cantar, sem influência de família, pois não tenho nenhum parente músico que pudesse me proporcionar o contato com a música, ouvia o que gostava e cantava, quando criança. Com o tempo comecei a explorar músicas novas, apresentadas por amigos, como o blues e o soul, meu primeiro cd de soul foi The Commitiments, tudo começou aí, minha primeira referência, fiquei fascinada! Depois veio o blues, o primeiro que tirei foi That´s All Right com a Bonnie Lee, aí comecei a querer cantar de verdade, ter banda, essas coisas!! Tudo era blues, só via shows de blues, comprava só cd´s de blues, tudo blues, o que me fez conhecer os músicos, os lugares do meio e o principal, com o blues que eu aprendi a respeitar a música, qualquer que seja o estilo que eu procure.

Conheci muita gente bacana, pessoas que admiro muito e que viraram amigos hoje. Comecei com as canjas, fiz parte de alguns gigs, até ter a minha primeira banda em 2005, mais ou menos, que se chamava Cia. Real.

Falando de referências no blues (depois da lavagem cerebral, rs!), ouvia muito Bonnie Rait, Susan Tedeschi, Koko Taylor, T. Bone Walker, Muddy Walters, Etta James, B.B. King, Eric Clapton, Gary Moore, puts, muitos... Aí descobri a Clara Ghimel, a primeira cantora de blues brasileira que tive contato, aliás, vieram dessa referência as músicas que estão no myspace.

Com o tempo comecei explorar o jazz, foi uma fase muito importe pra mim, no estudo, na percepção musical, outra forma de cantar. Minhas principais referências de jazz são: Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Dina Washington, Etta James, Nina Simone.

Atualmente estou me aventurando na música brasileira, que tem muita obra prima, muita riqueza, logo mais pretendo concretizar um trabalho novo com jazz, samba, bossa, após estudar bem o repertório."

TB: Escutei as gravações que você colocou no seu MySpace e gostei muito das versões. Quais os músicos que gravaram com você? Como foi a escolhas das músicas?

RB: "Essas músicas, Spoonful (Willie Dixon), Reconsider Baby (Lowell Fulson) e Hot and Cruel (Clara Ghimel/Washington Drummond/André Christovan) foram escolhidas para gravar porque eram as três mais redondas, hahaha!!! Brincadeira! O repertório todo estava redondo, mas essas eram as músicas que ficaram diferentes, com o arranjo mais delicado para a voz feminina do tipo da minha, pois não tenho a mesma força que tem a voz das cantoras negras, aliás, pra mim elas são imbatíveis!

Os músicos que gravaram comigo foram os da formação da Cia. Real, Mr. John (guitarrista que fez parte das bandas Calibre 12 Blues e Zona Blues), Nonato Teixeira, o “Nono” (baterista, tocou com muita gente da música brasileira, Raul Seixas, Sá e Guarabyra, Grupo 14 Bis, entre outros) e Rodrigo Sabino (baixista, fez parte da Marafa Blues e foi o grande responsável pelo meu ingresso na música, especificamente no blues, quem me mostrou tudo que precisei pra começar).

As músicas foram gravadas no Cake Walking Studio (www.myspace.com/cakewalkingstudio), pelo Edu Gomes e Adriano Grineberg. Este mesmo estúdio foi onde tive aulas de canto com o cantor Rodolfo Bosco e também ensaiava com o pessoal. Lugar e pessoas muito queridos pra mim."



TB: Falando em MySpace, você acha que esse tipo de ferramenta ajuda a divulgar o trabalho de músicos que não tem espaço nos grandes veículos de comunicação ou é apenas um lugar para se trocar experiências com outras pessoas?

RB: "As duas coisas. Divulga e integra, você conhece trabalhos muito bons, gente de todo o tipo e o seu trabalho é visto também. Fiz o myspace recentemente, não tem nem um mês, e já recebi mensagem de gente que eu nunca vi na vida, mas que conhece o amigo do amigo, e assim vai."


TB: O palco é um lugar fascinante, falo por experiência própria, mas o que eu quero saber é, o que você sente quando está cantando em um palco?

RB: "Puts!!! Pra mim é como uma entidade!!! É muito bom, lava a alma...

O primeiro palco que subi foi o do Via Funchal, no Festival Anglo Musical 2003, o primeiro gig de blues, Pride and Joy, tudo na brincadeira, mas rolou! Esse festival é feito para todos os Anglos (cursinho) e abriramos, junto com outra bandas do festival, o show para os Titãs, incrível, umas 5000 pessoas!!!! Caraca!!! Tremia igual vara verde, hahahaha!!!

Nossa, foi muito louco porque, ao mesmo tempo em que tinha toda aquela galera, eu não via ninguém, só luz na minha frente!!! Hahahaha!!! Fechei o olho e cantei igual uma lunática, empolgação total!!! Depois o comentário geral foi: “Noooooossa! Subimos no mesmo palco que o B.B. King, hahahahah!!!!!!

O palco pra mim é um dos lugares onde tenho as mais variadas sensações, alegria, satisfação, segurança, insegurança, medo, vontade, trava e libertação."


TB: Renata, seu talento é algo indiscutível e por isso é um prazer muito grande ter você no Blog. Deixo aqui um espaço para seus comentários finais.

RB: "Poxa, obrigada pela oportunidade! Foi um prazer pra mim também!

Olha, eu tenho muito respeito e consideração pelo o blues, ao contrário de muita gente, muito músico virtuoso que diz que o blues é fácil porque com três, quatro acordes se faz um, estes mesmos três, quatro acordes são feitos com sentimento, expressam uma condição de vida, estado de espírito.

Agradeço por ter começado com o blues, pois este me fez respeitar a música, como havia dito já, exatamente por esta simplicidade que se expressa tanto e quem não respeita o blues é porque não entende o que ele significa, o músico de jazz, de música brasileira, ou qualquer outro estilo, que ignora essa particularidade que o blues tem, ignora sua própria condição, pois música é música, música boa, merece respeito sempre, e principalmente porque o blues foi a base para vertentes como jazz, rock, samba, os quais são feitos por esses mesmos músicos que o ignoram.

É isso! Muito obrigada! Espero logo mais voltar com um trabalho legal para apresentar. E continuemos na luta... Beijos!!!"

Escute:

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mais um ano de Blues no carnaval.

No final de semana de carnaval, não foi só os tamborins que fizeram a festa. O Blues teve seu espaço na sexta(20-02-2009) e no sábado(21-02-2009), e o que é melhor, com quatro bandas diferentes, sem contar com os convidados.

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O SouLive teve seu palco repleto de músicos muito competentes, pois recebeu a banda Carioca Bandanna Blues, que contou com o ótimo guitarrista Leo Ventura.

A Bandanna Blues fez um incrível, repleto de clássicos do blues e com um som próprio “Vai Pedalar”.

Em seguida a Black Coffee, que contou com a participação do Ale Rossi(Batera) e o Renato Limão(Baixo), encerrou a noite com chave de ouro, fazendo um show maravilhoso, como sempre.

Sábado, 21 de fevereido de 2009

O St. Johnns Pub foi o palco de mais uma noite de muito Blues.


A noite iniciou com o som poderoso e ireverente da banda Electric Muddy, que mostrou mais uma vez como o blues deve ser tocado.


E a noite também teve estréia. A banda Bimbolls Brothers, banda que faço parte, fez seu primeiro show contando com as participações especiais dos músicos da Black Coffee, Marcio, Bel e Oswaldo, além do grande guitarrista Rodrigo Burin, da Blues on the Table. Fora isso, a Bandanna também subiu ao palco como convidados mais que especiais.